A doença silenciosa que atinge 35% da população brasileira

Quando sentiu fortes dores de cabeça próximo na região da nuca e visão turva, Ninon Neves procurou o hospital. Aos 38 anos e acima do peso ela jamais imaginava o diagnóstico: pressão alta. “Eu fiquei surpresa quando mediram a minha pressão estava 16/12, até porque eu não estava sentindo nada nos dias anteriores. Meu trabalho é extremamente estressante e eu não estava conseguindo me alimentar direito”, lembra.
Após o pico de pressão, Ninon fez diversos exames e a rotina mudou. Foi necessário incluir nela remédios pela manhã para o controle da doença, alimentação regrada e atividade física regular. A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica, não transmissível, caracterizada por sintomas silenciosos. Acomete pessoas em todas as fases da vida, adultos, crianças, idosos, homens e mulheres de todas as idades. De acordo com a pesquisa nacional de saúde a hipertensão já atinge cerca de 35% da população brasileira. Ou seja, um a cada quatro brasileiros é hipertenso, sendo 60% formado por idosos, e matando 200 mil por ano no país.

No dia 17 maio, Dia da Hipertensão, a médica Natália Esteves (foto), cardiologista intitulada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, especialista em Aritmologia Clínica, atualmente atende como tenente-médica do hospital da Força Aérea de São Paulo, faz um alerta para cuidados que podem prevenir o surgimento da enfermidade. “A longo prazo a pressão persistentemente alta causa danos nos órgãos vitais como o coração, rins, na retina e cérebro, a pessoa pode desenvolver AVC, doenças dos rins, com necessidade de hemodiálise e sofrer um infarto cardíaco. Motivos para conscientizarmos para prevenção e o tratamento a fim de se evitar esses danos gerados a longo prazo”, destaca.

Fatores – A médica listou ainda fatores de risco para o desenvolvimento da pressão arterial alta e destacou o histórico familiar, o envelhecimento, fumo, stress, obesidade, tabagismo, sedentarismo, consumo exagerado de alimentos ricos em gordura, sal e açucares. “É importante entendermos que tudo está em nosso alcance e é passível de mudança, devemos controlar esses fatores, praticar atividade física, consumir alimentos saudáveis, frutas, vegetais, evitar o sobrepeso e obesidade, tabagismo, stress se possível”, ensina.

Em relação à pandemia da Covid-19, a médica reforça a observação dos profissionais para quem tem essa comorbidade. Quem tem a hipertensão deve manter todas as medidas preventivas, pois o risco de desenvolver quadros mais graves é maior.

Talytha Araujo

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