Foto: Divulgação
O Pará se aproxima da universalização do acesso à internet nas escolas públicas de educação básica. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que o estado registrou um avanço de 51,3 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, apenas 25,4% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio possuíam conexão com a internet. Em 2025, esse índice chegou a 76,7%.
Quando se consideram apenas as escolas localizadas em áreas urbanas, o percentual subiu de 72,1% para 97,7% entre 2015 e 2025, um crescimento de 25,6 pontos percentuais. Nas zonas rurais, o avanço foi ainda mais expressivo: o índice saltou de 8% para 67,5%, um aumento de 59,5 pontos percentuais.
O progresso também alcançou instituições voltadas a públicos específicos. Nas escolas indígenas, o acesso à internet passou de 4,2% para 55,8%, crescimento de 51,6 pontos percentuais. Nas unidades quilombolas, o percentual aumentou de 3,5% em 2015 para 76,2% em 2025, avanço de 72,7 pontos percentuais. Já nas escolas de educação especial, a proporção de instituições conectadas evoluiu de 44,4% para 84,9%, alta de 40,5 pontos percentuais.
No cotidiano dos estudantes paraenses, os números também mostram avanços. Entre 2019 e 2025, a quantidade de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem passou de 7,3% para 36,3%, aumento de 36,3 pontos percentuais. No mesmo período, o número de escolas com computadores disponíveis para os alunos, como desktops ou laptops, subiu de 26,8% para 37,6% entre 2015 e 2025, crescimento de 10,8 pontos percentuais.
Os resultados observados no Censo Escolar refletem políticas federais implementadas nos últimos anos para ampliar a conectividade nas escolas públicas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e das redes internas de Wi-Fi, além do incentivo ao uso pedagógico das tecnologias digitais.
Entre 2023 e 2025, o governo federal destinou cerca de R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em colaboração com estados e prefeituras.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a tecnologia nas escolas deve apoiar diretamente o processo de aprendizagem.
“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar o aprendizado dos alunos e atuar como elemento complementar ao trabalho do professor. Há um esforço do governo para garantir 100% de conectividade nas escolas com foco pedagógico”, afirmou.
Segundo o ministro, a estratégia integra diferentes frentes de atuação, como expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da internet e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso digital contribua efetivamente para o processo educacional.
“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode estar restrita à sala do professor, à direção ou à área administrativa. O que buscamos é que o professor consiga, por exemplo, transmitir um vídeo em sala de aula. Por isso criamos a Estratégia de Conectividade das Escolas e avançamos de 45% em 2023 para 70% neste ano”, completou.
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