Desde o início da pandemia, em 2020, houve um aumento gigantesco nos preços de medicamentos. Alguns distribuidores chegaram a vender, por exemplo, medicamentos para sedação com mais de 1.000% acima do valor até então praticado.
Com a pandemia sob controle e com a oferta de algumas classes de medicações para hospitais maior que a demanda, os preços de alguns apresentaram queda de preço no mês de setembro. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) em parceria com a Bionexo – healthtech, houve uma diminuição de 2,48% em média no valor dos medicamentos comprados pelos hospitais no país.
Trabalho no Hospital Adventista de Belém e foi possível sentir essa queda de preços em algumas classes, o que reflete no valor gasto com medicamentos no mês. É importante citar que essa diminuição é perceptível em compras feitas diretamente com o fabricante ou com distribuidoras externas, porque nas distribuidoras locais não foi possível observar esse recuo nos preços.
Ainda existe a falta de medicamentos e afins no mercado nacional. Nos grandes hospitais como no que atuo, não se sente essa falta devidos a contratos existentes, posso citar como exemplo as soluções de grande volume: caso não tivéssemos contrato estaríamos pagando três vezes mais que o valor habitual.
Portanto, essa diminuição ocorrida no mês de setembro já foi sentida e precisa abranger todas as classes, gerando um maior impacto positivo na saúde financeira hospitalar.
Texto por Eline Fernandes
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