Doenças

As últimas novidades sobre Alzheimer, de novo medicamento a diagnóstico

NOVO MEDICAMENTO

Durante o maior e mais importante congresso sobre doença de Alzheimer e outras demências, a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizada nesta semana em Amsterdã, na Holanda, com 5.500 trabalhos inscritos e mais de 8.500 participantes, presencial e remotamente.

A farmacêutica Eli Lilly anunciou, através da revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA), os resultados finais dos estudos clínicos com o donanemabe, um medicamento experimental para o tratamento do Alzheimer, que indicaram uma redução de até 60% no declínio cognitivo da doença.

O efeito foi observado em um subgrupo de pacientes com comprometimento cognitivo leve e com baixas concentrações de uma das proteínas que são consideradas causadoras da doença.

O medicamento funciona como um anticorpo que vai eliminando a concentração da proteína beta-amiloide no cérebro do paciente, pois acredita-se que seu acúmulo, além da proteína tau, tem sido considerado como indicadores e causadores do Alzheimer.

Já foram enviados os documentos para a aprovação do novo medicamento, que está sob análise da agência reguladora dos Estado Unidos, Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). A farmacêutica acredita que receberá a decisão no final de 2023.

Outro medicamento para o tratamento do Alzheimer já tinha sido liberado pela FDA no início desse mês. O Leqembi foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai em conjunto com a americana Biogen, voltado à redução do declínio cognitivo em pacientes que não atingiram um estágio avançado da doença, também agindo no acúmulo da proteína amiloide.

Após a aprovação, seu preço foi fixado em US$ 26,5 mil, uma média de R$ 130 mil, ao ano por paciente. E ele trás alguns efeitos colaterais como inchaço e sangramentos cerebrais.

NOVO DIAGNÓSTICO

Durante a mesma conferência citada anteriormente, um grupo de médicos especialista no Alzheimer, estão propondo um novo método de diagnóstico e classificação, que se basearia nas alterações cognitivas e biológicas do paciente.

O diagnóstico seria feito abrangendo um sistema de estágios numéricos que avalia a progressão da doença, semelhante ao usado em diagnósticos de câncer, fazendo com que o uso dos termos como leve, moderado e grave, fossem eliminados.

O motivo desse novo método seria pelo aumento da disponibilidade de testes que detectam as principais proteínas relacionadas ao Alzheimer, como beta-amiloide no sangue, e novos tratamentos que exigem confirmação da patologia da doença antes do uso. E porque os médicos na prática clínica, podem finalmente pela primeira vez, oferecer aos pacientes tratamentos que podem retardar o curso da doença, em vez de apenas tratar os sintomas. Os especialistas falaram que as diretrizes preliminares estão abertas para revisão e comentários de especialistas e serão revisadas posteriormente.

Romeu Lima

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