A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não permitiu a venda da Assistência personalizada à Saúde (APS), que controla cerca de 340 mil planos de saúde individuais da Amil para a Fiord Capital, empresa de reestruturação financeira. A decisão aconteceu em reunião extraordinária da agência na última terça-feira feira (8). O negócio estava avaliado em R$ 3 bilhões. Os diretores da ANS entenderam que a autorização proferida em dezembro de 2021 para transferência de clientes da Amil para a APS não engloba a liberação do negócio com a Fiord, que envolve 4 hospitais da Amil em Curitiba e São Paulo.
A empresa Fiord assumiu no mês de fevereiro o controle da APS, que deixou o grupo UnitedHealth, mas com a decisão da agência, o negócio será anulado. A APS também transferiu sua carteira de planos empresariais e por adesão à Sobam. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) pediu que a ANS mostrasse a decisão que autorizava a transferência de planos da Amil para APS. Segundo o instituto, ainda não se sabe quais foram as garantias foram apresentadas pelas operadoras para validar a capacidade da APS de dar continuidade aos contratos da Amil.
“Nos comunicados que foram enviados aos consumidores para informar sobre a transferência, a Amil afirmou que nada mudaria do ponto de vista assistencial, já que a APS fazia parte de seu mesmo grupo empresarial. Não temos dúvidas de que a força do grupo econômico da United Health foi levada em conta na autorização da alienação, mas agora vemos que essa garantia não era real”, afirma Ana Carolina Navarrete, advogada e coordenadora do programa de Saúde do Idec, ao jornal.
Fonte: O Poder 360
Foto: Divulgação Amil
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