Bem-estar

Entenda o impacto das apostas online na saúde e nas famílias

APOSTAS E FUTEBOL: UMA PARCERIA ARRISCADA

As casas de apostas online, conhecidas como “bets”, tornaram-se onipresentes no Brasil, especialmente no futebol. Com 15 dos 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro patrocinados por essas empresas, a exposição é inevitável.

Porém, os impactos vão muito além das camisas dos jogadores: anúncios de bets dominam as redes sociais, plataformas de streaming e até a televisão aberta.

O resultado é um aumento exponencial no número de brasileiros que aderem às apostas.

Segundo pesquisa do Datafolha, realizada em dezembro de 2023, 30% dos entrevistados apoiam o uso de bets, enquanto 15% já experimentaram apostas online.

UM ALERTA PARA A SAÚDE PÚBLICA

Apesar de parecer inofensivo, o vício em apostas online tem se tornado um problema crescente.

O jogo patológico, também conhecido como ludopatia, é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença psiquiátrica desde 2018.

No Brasil, o número de pessoas com dificuldades para parar de apostar vem aumentando, atingindo 1,5% da população.

A liberação de dopamina durante o ato de apostar cria um ciclo vicioso, semelhante ao vício em drogas, levando muitos ao colapso financeiro e emocional.

AS CONSEQUÊNCIAS PARA AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Os efeitos do vício em jogos não se limitam ao indivíduo. Famílias inteiras são impactadas, especialmente quando as apostas resultam em dívidas incontroláveis.

Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, 86% dos apostadores estão endividados e 64% possuem o nome negativado no Serasa.

Casos de divórcios motivados pelo vício em apostas estão em alta, com relatos de famílias desestruturadas por perdas financeiras e emocionais.

BUSCANDO SOLUÇÕES E TRATAMENTO

A prevenção começa com a conscientização. Para quem já está no ciclo do vício, o tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando psicoterapia e medicamentos.

Além disso, buscar apoio em grupos como Jogadores Anônimos é essencial para recuperar o controle da vida.

O especialista Alaor Carlos de Oliveira Neto alerta: o vício pode ser devastador, mas é possível superá-lo com o apoio certo.

Fonte: BBC e Anahp

Romeu Lima

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