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Muita gente acredita que investir em um tênis caro garante proteção contra lesões, que sentir dor depois do treino é sinal de resultado ou que todo mundo que pratica atividade física precisa tomar whey protein. Mas será que isso é verdade?
Entre tantas informações que circulam sobre treino, suplementação e equipamentos esportivos, muita gente acaba seguindo orientações que não fazem sentido para o próprio corpo. O ortopedista e traumatologista do esporte Dr. Bruno Canizares explica o por que algumas dessas crenças são mitos e o que deve ser observado para treinar com mais segurança.
Segundo o especialista, existe uma diferença importante entre o desconforto muscular esperado após um aumento de carga e a dor que indica problema.
“A dor muscular tardia pode acontecer quando você aumenta a intensidade ou o volume do treino. Mas quando a dor surge durante o exercício, é pontual, localizada ou não melhora após 48 a 72 horas, isso já não é normal e precisa ser avaliado”.
Outra dúvida bastante comum é sobre a famosa dor muscular após o treino, será que é sinal de que realmente o exercício foi executado de maneira correta? Conforme o especialista, a dor muscular tardia pode acontecer quando você aumenta a intensidade ou o volume do treino. Mas quando a dor surge durante o exercício, é pontual, localizada ou não melhora após 48 a 72 horas, isso já não é normal e precisa ser avaliado. O Dr. explica que ignorar esse tipo de dor pode transformar um incômodo simples em uma lesão mais séria.
Esse também é um mito comum. Para o Dr. Bruno, não existe um calçado que funcione bem para todo mundo.
“O tênis precisa estar adequado à biomecânica da pessoa. Cada esportista tem um tipo de pisada, um padrão de movimento e necessidades diferentes. O preço, por si só, não garante proteção”, afirma. Ele reforça que técnica, progressão de treino e fortalecimento muscular são fatores muito mais determinantes.
Apesar da crença popular, a resposta não é tão simples. Estudos mostram que a taxa de lesões é semelhante entre quem corre na esteira e quem corre ao ar livre.
“O risco não está no local, mas no volume de treino, na falta de progressão adequada e na técnica”, explica o médico. A esteira oferece controle de velocidade e amortecimento constante, enquanto a rua exige mais adaptação do corpo a terrenos variados. Ambas podem ser seguras quando bem conduzidas.
Não. O suplemento pode ajudar, mas não é indispensável para todos.
“O whey é uma forma prática de aumentar a ingestão de proteína, que é importante para a recuperação muscular. Mas quem consegue manter uma alimentação equilibrada muitas vezes não precisa suplementar”, orienta. Segundo o especialista, o uso deve considerar a rotina, objetivos e orientação profissional.
O uso pontual, quando indicado, não compromete o ganho muscular. O problema está na automedicação e no uso frequente para mascarar dores persistentes.
“Se a dor não melhora ou volta com facilidade, é sinal de que algo está errado. Lesões como entorses, distensões e tendinites precisam de diagnóstico e acompanhamento”, alerta.
Para o Dr. Bruno Canizares, a informação correta é uma das principais aliadas da saúde esportiva. “Treinar bem não é treinar com dor constante nem buscar soluções rápidas. É entender os sinais do corpo, respeitar limites e fazer escolhas mais conscientes.”
Ortopedista e traumatologista do esporte, com vasta experiência clínica no tratamento das condições ortopédicas que afetam ombro, cotovelo e joelho. Com profundo envolvimento no meio esportivo, adquiriu uma compreensão aprofundada das lesões relacionadas à atividade física e das necessidades dos atletas.
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