A Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) passou a ofertar de forma permanente gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Implante Transcateter de Válvula Aórtica (TAVI), um procedimento minimamente invasivo indicado para o tratamento de pacientes com estenose aórtica grave.
A técnica é recomendada principalmente para idosos com mais de 70 anos e para pessoas que apresentam alto risco para a cirurgia cardíaca convencional, ampliando o atendimento em cardiologia de alta complexidade na rede pública de saúde do Pará.
A TAVI é um procedimento realizado por via cateter, um tubo fino e flexível, feito de materiais como silicone ou poliuretano, inserido em vasos sanguíneos ou cavidades corporais para fins terapêuticos ou de diagnóstico, permitindo o implante de válvula aórtica.


Com a oferta do procedimento, pacientes que utilizam o SUS passam a ter acesso a um tratamento moderno, menos invasivo e com recuperação mais rápida.
O primeiro beneficiado pelo programa permanente foi Antônio Maria Maia Gonçalves, de 83 anos, que já realizava acompanhamento cardiológico no hospital.
O médico cardiologista, Dr. Rodrigo Souza foi um dos responsáveis por realizar o procedimento, ele afirma que a chegada do tratamento para doenças das válvulas cardíacas, especialmente da válvula aórtica, marca o início de uma nova fase na FHCGV. Segundo ele, a implantação do serviço é resultado de cerca de um ano e meio de planejamento e organização dos trâmites necessários para o início dos procedimentos.

“Isso é, sem dúvida, algo muito recompensador. A possibilidade de tratar pacientes que antes eram considerados sem opção de terapia nos enche de esperança. Nosso principal foco é oferecer atendimento de qualidade para que o paciente possa restabelecer a saúde com qualidade de vida. Esse tipo de procedimento vem justamente para ocupar um espaço que faltava entre os serviços que o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna oferece à sociedade paraense”, destacou o médico.
Dr. Maurício Fortuna, médico cardiologista, também reforçou sobre a importância da FHCGV ser o único hospital público do estado do Pará com capacidade mais plena de assistência para realizar este procedimento.
“O início do programa de Implante Transcateter de Válvula Aórtica pelo SUS, com o apoio da gestão do hospital e do Governo do Estado é muito importante. A gente acredita que vai trazer uma contribuição muito grande para a população do estado, que estava precisando — principalmente pacientes de alto risco que não são candidatos a uma cirurgia convencional.”
Após a realização do procedimento, o paciente apresenta uma taxa de sucesso acima de 95% na maioria dos casos. Além disso, a técnica garante maior segurança ao paciente, já que, se fosse submetido a uma cirurgia convencional, a agressão cirúrgica poderia causar desfechos desfavoráveis.

Texto: Gabrielle Nogueira | Front Comunicação








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