Front Talk

Pandemia traz um novo alerta para os cuidados com doenças respiratórias

As doenças respiratórias podem atingir pessoas de todas as idades e essa preocupação só aumenta em tempos de covid-19. Somente em 2020, as mortes por síndromes respiratórias superaram a média dos últimos 10 anos, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A médica pneumologista Virgínia Ohana participou do Front Talk dessa semana para esclarecer dúvidas sobre doenças respiratórias no Pará.

Front Saúde: As doenças respiratórias são mais comuns aqui na nossa região?

Virgínia Ohana: não que seja mais comum na nossa região. As doenças respiratórias são condições que podem causar inflamação, irritação e infecções no trato respiratório, independentes da região. Algumas regiões, inclusive pelas mudanças climáticas, elas se tornam até mais frequentes.

F.S.: O que pode provocar esses problemas respiratórios?

V. O.: O que pode provocar esses problemas respiratórios são vários os fatores, exceto pelas causas genéticas, no qual nós temos a questão da asma. Nós temos uma herança genética, digamos assim, existem as causas ambientais, situações totalmente evitadas como tabagismo que podem levar a situação de doenças pulmonares como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e temos também a questão das doenças virais que podem levar a outros problemas infecciosos pulmonares disposições alérgicas a poeira ou ácaro, que pode causar outros tipos de alergias respiratórias.

F.S.: A pandemia da covid-19 trouxe um novo olhar para as pessoas sobre o convidado com essa última nesse sentido?

V. O.: Com certeza, sim. Inclusive recentemente fiz uma reflexão de como eu consegui atender antes sem máscara. Como pneumologista, eu não tinha aquele hábito de usar uma máscara mesma cirúrgica, onde o paciente muitas vezes chega no consultório com sintoma gripal. Nós não tínhamos muito cuidado. Eu também atendo muitos pacientes que é do uma classe inferior, muitos pacientes vindos do interior e eles não tem essa educação. É questão de ser de cultura ou por falta de informação. Acredito que há uma população, sim, bastante cuidadosa, mas tem muita gente que ainda está bem carente em termos de informação.

F.S.: Quais são os primeiros alertas que a gente deve ter em relação a essas doenças respiratórias?

V. O.: Cada pessoa tem que conhecer realmente o seu corpo, porque tem muita gente que chega no meu consultório tossindo e isso não é normal. Não é normal você sentir um aperto ou uma opressão torácica, não é normal seu peito chiar. Então viu que tem alguma coisa em desordem, procure atendimento. É bom procurar um especialista para poder ver do que se trata. Uma asma não tem cura, mas a gente consegue tratar para fazer com que você consiga ter uma qualidade de vida.

F.S.: Fora a pandemia da covid, quais são as doenças respiratórias mais comuns?

V. O.: A asma é muito frequente. Também aqui no Pará é muito frequente é muito alta incidência de tuberculose. O estilo de vida das pessoas pode causar problema na respiração, principalmente os pacientes que têm o hábito do tabagismo. As mudanças estilo de vida, como um sono adequado, uma boa alimentação e uma hidratação vai nos dar uma melhora na qualidade de vida e melhorar nossa realidade.

Confira a entrevista completa no nosso canal do Youtube.

Alessandra Fonseca

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