Foto de blocos de madeira com símbolos relacionados a seguros sobre um fundo azul Por YuriArcursPeopleimages
As seguradoras de saúde brasileiras estão adotando estratégias proativas para lidar com os crescentes custos do setor, buscando melhorar seu desempenho operacional. Essas medidas incluem a oferta de produtos mais acessíveis e regionalizados, o foco na atenção primária e parcerias estratégicas com prestadores de saúde.
De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras médico-hospitalares, que compõem a maior parte do setor de saúde suplementar, enfrentaram um resultado operacional negativo de R$ 5,9 bilhões em 2023. No entanto, os ganhos financeiros permitiram um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão.
Em relação à sinistralidade, houve uma queda de 2,2 pontos percentuais em comparação a 2022, fechando 2023 em 87%. Este é o melhor índice dos últimos três anos, atribuído pela ANS à recomposição das mensalidades, que cresceram mais do que as despesas assistenciais por beneficiário.
Vera Valente, diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), destaca a necessidade de mudanças na regulação para permitir a comercialização de planos mais ajustados às necessidades e capacidades financeiras dos clientes.
A Bradesco Saúde, com aproximadamente 3,9 milhões de beneficiários em planos coletivos, adotou a coparticipação e a regionalização como estratégias-chave. Esses produtos, embora ofereçam cobertura nacional, são adaptados conforme a realidade local, o que resulta em preços mais competitivos para as empresas.
A Seguros Unimed está focando no segmento PME (Pequenas e Médias Empresas), oferecendo produtos regionais com preços atrativos e opções de coparticipação. Além disso, estão sendo desenvolvidos produtos que incorporam a atenção primária à saúde, visando a prevenção e o diagnóstico precoce, o que pode reduzir os custos ao evitar complicações de doenças.
A Porto Saúde, por sua vez, está expandindo sua oferta para empresas de todos os portes, com soluções mais acessíveis e inovadoras. A empresa tem buscado parcerias estratégicas com hospitais e lançado serviços como o “Time Médico”, que permite agendar consultas pelo aplicativo.
Nuno Vieira, sócio-líder de seguros da consultoria EY para América Latina, destaca que as seguradoras de saúde estão buscando reduzir custos e aumentar a eficiência operacional. Estratégias incluem oferecer mais serviços dentro da rede conveniada e reduzir reembolsos, além de combater fraudes e desperdícios, que podem representar mais de 10% das receitas dos planos.
Diante dessas estratégias inovadoras e adaptações ao mercado, as seguradoras de saúde estão posicionadas para enfrentar os desafios do setor e atender às crescentes demandas dos clientes por serviços acessíveis e de qualidade.
Fonte: Valor Econômico
A investigação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a divulgação de apostas esportivas durante…
O guru alemão Joachim Klement, que apostou na vitória do Japão sobre a seleção brasileira,…
Segundo informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego…
Lançada como música oficial da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, "Waka…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,1% das intenções de voto em…
Marcar um gol pela seleção já é um feito especial. Fazer isso contra o Brasil…
This website uses cookies.