Cientista de laboratório estuda o cérebro humano Por Buravleva_stock
Dilatação se forma nas artérias do cérebro, e se não descoberto logo, pode acarretar sérios riscos para o paciente.
Setembro é o mês dedicado à prevenção ao aneurisma cerebral. A campanha busca informar aos cidadãos a respeito dessa ocorrência clínica que consiste na dilatação da parede de uma ou mais artérias do cérebro que, quando se rompe, pode causar hemorragia cerebral e levar o paciente a óbito em 50% dos casos, conforme o neurologista Dr. Antônio de Matos.
O Dr. Antônio explica que o aneurisma tem grande relação com históricos familiares, sendo “na maioria das vezes de origem congênita”. Porém, isso não é uma regra e outros fatores também motivam a dilatação.
“Uma artéria que sofreu inflamação pode ter uma fragilidade nessa região. O fumo, principalmente no sexo feminino, fragiliza, ataca aquela camada elástica chamada de elastina e pode levar à formação, mas, de maneira geral, a pessoa já nasce com a tendência”, afirma o médico. Choques que causem traumatismo também são perigosos.
O tabagismo e a hipertensão são os principais fatores de risco para a ruptura, mas o excesso de álcool, colesterol alto, diabetes e doenças que atingem os vasos também podem potencializar a fragilidade da bolha formada no cérebro.
Os sintomas, que incluem dor de cabeça, alterações na visão, náuseas, vômito e perda de consciência, costumam aparecer somente com o crescimento do aneurisma.
“A rotura de um aneurisma cerebral pode ser fatal ou deixar sequelas irreversíveis. Por isso devem ser tratados antes de romperem, quando houver indicação médica. Os aneurismas rotos devem ser tratados para impedir o seu ressangramento, responsável por um aumento da taxa de mortalidade para 70%”, afirma o neurologista.
A forma tradicional do tratamento é a cirurgia convencional, na qual o neurocirurgião abre o crânio (craniotomia) e faz a clipagem do colo do aneurisma com técnicas microcirúrgicas.
No entanto, com o avanço da medicina, atualmente, existem tratamentos que podem ser feitos de maneira minimamente invasivas (via endovascular), sem a abertura cirúrgica do crânio, garantindo menor tempo de internação do paciente.
“Uma vez então que o paciente fez o tratamento do aneurisma e ele foi completamente excluído, essa pessoa poderá ter uma vida normal”, explica Dr. Antônio. Contudo, o especialista ressalta que alguns cuidados devem ser observados depois dessa recuperação.
“Se essa pessoa for tabagista ou hipertensa, ela não pode voltar a ter esses hábitos porque senão daí novos aneurismas podem voltar a se formar”.
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