O tratamento excessivo é caracterizado como uma intervenção médica extremamente improvável de ajudar um paciente, pois, está desalinhada com os desejos do paciente ou ambos. Os danos tanto para paciente quanto familiares incluem efeito negativo causado por uma intervenção médica, encargos financeiros, ansiedade além de tempo perdido nos ambientes hospitalares. Esse tipo de tratamento aumenta os custos de saúde nos Estados Unidos. Os cirurgiões se preocupam em diminuir o tratamento excessivo há décadas. As primeiras estratégias são: sistemas de pagamento agrupados, pré-certificação, programas de segunda opinião e diretrizes de prática.
Atualmente, o foco das conversas entre médicos e pacientes é outro, e isso significa dizer que o tratamento excessivo não é um reflexo de raciocínio clínico pobre, porém, tem uma comunicação ineficaz, expectativas que não alinhadas, além de paternalismo autoritário. Como consequência, a tomada de decisão compartilhada é comumente proposta para atenuar o tratamento excessivo. Em tese, é necessário melhorar a comunicação apresentando opções de tratamento, eliciando os valores dos pacientes e incorporar esses valores na deliberação colaborativa pode reduzir a cirurgia desnecessária.
Fonte: Jama Network
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