A amamentação é uma experiência única para cada mulher, o que acaba exigindo cuidados específicos em cada caso para que dê certo. O leite materno reduz em 13% a mortalidade até os cinco anos, evita diarreia e infecções respiratórias, diminui o risco de alergias, diabetes, colesterol alto e hipertensão, leva a uma melhor nutrição e reduz a chance de obesidade. Além disso, o ato contribui para o desenvolvimento da cavidade bucal do pequeno e promove o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê.
Para o bebê, a amamentação é considerada a primeira vacina, tamanho o seu benefício para o organismo. Além de todos os benefícios já citados, contribui ainda para o desenvolvimento intelectual. A mulher que amamenta tem menor risco de desenvolver câncer de mama e ovário e hemorragias no pós-parto. A amamentação contribui ainda para a perda de peso mais rápido.
No entanto, a dificuldade em amamentar é comum. Podem surgir dúvidas e inseguranças nesse período, por isso o apoio profissional muitas vezes é determinante para o êxito do processo de aprendizado e adaptação. As dificuldades podem ser físicas, como mastite (infecção dolorosa) e fissuras na mama, mas também emocional ou social.
A cirurgiã dentista Aretuza Costa, 32 anos, está entre as mulheres que superaram o desafio da amamentação. A mãe viveu inúmeras dificuldades para suprir a necessidade da filha recém nascida, que hoje já tem quase dois anos. Nos primeiras momentos, além da fissura nos seios, Aretuza se viu aflita com o peso baixo da criança. “Ela tinha um ganho de peso muito baixo e isso me preocupava. Eu busquei ajuda no banco de leite da Santa Casa, busquei ajuda de consultores, mas em determinado momento eu precisei buscar reforço externo, porém mantendo todas as técnicas para que ela não abandonasse o seio totalmente”, detalha.
Segundo a neonatologista Aurimery Gomes Chermont, a maior dificuldade que as mães enfrentam para a realização de um aleitamento correto é a falta de informação. Durante o período da gestação, a mulher precisa ser acompanhada por diversos profissionais, que forneçam orientações sobre as transformações do corpo, possíveis incômodos e soluções. “É muito importante a pega adequada. O colo é o melhor lugar, o melhor presente para o recém-nascido, que estava em ambiente uterino, portanto, o contato pele a pele transmite tranquilidade ao bebe”, explica a especialista.
Mesmo com a pega adequada, é possível que ocorra o princípio de ingurgitamento mamário. Ocorre com mais frequência entre as mães de primeira viagem, normalmente três a cinco dias após o parto. Popularmente chamado de “leite empedrado”, trata-se de uma obstrução do fluxo do leite, especialmente quando a livre demanda não é possível ou a fome do bebê não é suficiente.
Nesse caso, massagens delicadas nas mamas, com movimentos circulares na área endurecida, ajudam a fluidificar o leite “empedrado”. Além disso, o uso de bolsa de gelo entre as mamadas na região afetada ajuda a reduzir a produção de leite e adequá-la para a quantidade requerida pelo bebê.
Além da pega correta, outros cuidados podem ajudar
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