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OMS reforça importância de calendário vacinal após decisão de Trump

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu,nesta semana,o calendário de vacinação infantil baseado em evidências científicas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar e assinar ordem com a redução das vacinas recomendadas para crianças no país.

A medida prevê um calendário com 11 vacinas. Trump afirmou que a mudança dará às crianças norte-americanas uma proteção “padrão-ouro” e aproximará os Estados Unidos de outros países desenvolvidos que adotam calendários menores. Especialistas, porém, destacam que cada país enfrenta diferentes riscos de doenças e possui sistemas de saúde próprios. 

A ordem foi assinada no momento em que o ano letivo inicia nos EUA, em diversas partes do país, além do mesmo, enfrentar um surto de sarampo.

O porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as recomendações internacionais são resultado de mais de 60 anos de pesquisas realizadas pela organização, autoridades nacionais e grupos independentes de especialistas. Segundo ele, os calendários consideram o momento em que as pessoas estão mais vulneráveis a determinadas doenças e o desenvolvimento do sistema imunológico. 

A OMS afirmou que suas recomendações são baseadas em mais de 60 anos de pesquisas e consideram os riscos de doenças e o desenvolvimento do sistema imunológico. O decreto prevê um calendário com 11 vacinas, os especialistas alertam que a redução pode deixar crianças mais vulneráveis a doenças evitáveis. A medida também prevê separar a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em três aplicações, mudança criticada por especialistas e pela fabricante MSD.

Trump defende a aplicação separada das vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola, a Tríplice Vira, e afirma que, juntas, elas poderiam ser mais letais. No entanto, vacinas isoladas contra essas doenças praticamente não são mais fabricadas. Segundo entrevista concedida ao g1, a médica Monica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), disse que a versão combinada é padrão há quase 30 anos. O próprio decreto de Trump reconhece essa limitação e condiciona a divisão das doses à futura disponibilidade desses produtos no mercado americano, que ainda não existem.

Gabrielle Nogueira

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