Foto: Eliseu Dias | Agência Pará
Prefeitura de Ananindeua, confirmou 37 casos de Doença de Chagas e três mortes relacionadas à enfermidade. A situação segue sob monitoramento das autoridades de saúde, conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro óbito foi registrado no dia 3 de janeiro, quando morreu o técnico óptico Ronald Maia, de 26 anos. A partir deste momento , novos casos foram identificados, o que levou à adoção de medidas mais rigorosas de prevenção e controle.
As equipes de Vigilância Sanitária intensificaram a fiscalização em pontos de venda de açaí, interditando preventivamente estabelecimentos irregulares e coletando amostras para análise. Com o aumento de insetos no inverno amazônico, a população é orientada a comprar alimentos apenas em locais regularizados e seguir as recomendações dos órgãos de saúde.
Na terça-feira (21), Laíse Machado, irmã de uma paciente que estava internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Ananindeua, relatou ter vivenciado uma situação de descaso, por conta de falhas no atendimento da rede pública de saúde.
Durante a reportagem exibida no jornal, Laíse denunciou o descaso da prefeitura do município de Ananindeua e apontou que a UPA do município é a Vigilância Sanitária negligenciaram a situação.
Conforme conta Laíse, a irmã começou a apresentar sintomas após consumir açaí, porém passou por diversos atendimentos na UPA, sem um laudo de investigação concreto.
O quadro clínico da paciente piorou quando ela começou a ter dificuldades para respirar, e ainda assim, conforme Laíse, a Unidade de Pronto Atendimento teve resistência para internar a paciente. E no dia 13 de janeiro foi confirmado o óbito.
O transmissor da Doença de Chagas é o Barbeiro, uma pessoa pode se contaminar, por meio da picada do inseto e por fezes contaminadas dele ou por alimentos contaminados como sucos e o açaí, consumido com frequência na região Norte.
Há também a transmissão vertical, que ocorre pela passagem de parasitos de mulheres infectadas por T. cruzi para os bebês durante a gravidez ou o parto; transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios e acidental, que se dá contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante manipulação em laboratório ou na manipulação de caça.
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