Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 1.100 óbitos a cada 24 horas no Brasil. Anualmente, aproximadamente 300 mil brasileiros sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), resultando em desfecho fatal em 30% dos casos, segundo o Ministério da Saúde (MS). A avaliação regular com um médico cardiologista é crucial para o rastreamento de alterações cardíacas, visando a redução de riscos de mortes súbitas ou sequelas.
Diante desse cenário desafiador, o Hospital Ophir Loyola (HOL) na Região Norte implementou o primeiro Serviço de Cardio-oncologia. Esse serviço inovador oferece acompanhamento especializado integrado ao tratamento oncológico, visando avaliar pacientes com cardiopatias antes de iniciar tratamentos quimio e radioterápicos.
O diretor-geral do HOL, João de Deus, destaca que o serviço proporciona um tratamento cardio e oncológico integrado, completo e centrado no paciente. Sendo o primeiro serviço público de cardio-oncologia na Região Norte, reforça o compromisso da instituição em oferecer a melhor assistência possível. O serviço inclui ambulatório, protocolos de ecocardiograma e visitas nas enfermarias para pacientes com indicação.
Com o avanço das terapias oncológicas, a qualidade de vida dos pacientes melhorou, mas alguns podem apresentar condições como hipertensão arterial e arritmias. A cardio-oncologia atua na prevenção, acompanhamento e tratamento de complicações, monitorando a saúde do coração antes, durante e após o tratamento. A cardio-oncologista Louise Machado enfatiza a importância da proteção do coração dos pacientes com câncer.
Dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) apontam que mais de 20 milhões de brasileiros convivem com arritmias cardíacas. Em pacientes oncológicos, análises clínicas, laboratoriais e de imagem são cruciais para avaliar disfunções relacionadas ao tratamento antitumoral. A identificação precoce de comorbidades reduz os riscos de danos cardíacos.
O HOL utiliza o ecocardiograma com o strain, um exame não invasivo, para monitorar a deformidade da contração do músculo cardíaco. O monitoramento regular contribui para minimizar a gravidade das complicações. Estratégias terapêuticas são adotadas para evitar morbimortalidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Nely Torres, uma paciente do HOL, compartilha sua experiência positiva ao receber atendimento cardio-oncológico durante o tratamento de câncer na mama. Os ajustes na medicação proporcionaram alívio da fadiga, e o acompanhamento antes da radioterapia aumentou sua confiança no tratamento.
Fonte: Agência Pará
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