Foto: Walterson Rosa- MS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha recebeu neste mês, na fábrica da Biomm, em Nova Lima, em Minas Gerais, o primeiro lote de insulinas produzidas por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Com a transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, o Brasil voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, sendo possível, por meio do laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela brasileira Biomm.
Na ocasião, foram entregues 207.385 mil unidades do medicamento, 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina, Neutral Protamine Hagedorn (NPH), é um tipo de insulina de ação intermediária utilizada no tratamento do diabetes. Após a transferência total da tecnologia, o Brasil deve produzir 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, cerca de 45 milhões de doses anuais.
“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisam usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Aproximadamente 350 mil pessoas com diabetes vão ser beneficiadas. Com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, entre 2025 e 2026. A iniciativa integra a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
A partir dessa aquisição inicial, inicia-se o processo de transferência de tecnologia, conforme determinam as diretrizes da PDP. Ao final desse processo, a Funed e a Biomm estarão plenamente capacitadas para produzir o medicamento no Brasil e abastecer o SUS de forma autônoma.
Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas dividem responsabilidades para produzir nacionalmente o insumo farmacêutico ativo (IFA) e o medicamento objeto da parceria, por meio de uma transferência de tecnologia reversa. Essa transferência ocorre em etapas que envolvem a embalagem, o controle de qualidade dos insumos, a produção do produto acabado e do IFA no Brasil, garantindo a fabricação local do medicamento que será fornecido ao SUS.
Além das insulinas NPH e regular, o Ministério da Saúde aprovou, no início de 2025, uma PDP para produzir insulina glargina no país. O projeto reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee, com meta inicial de fabricar 20 milhões de frascos para abastecer o SUS. O medicamento será utilizado no tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipos 1 e 2.
O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, conforme o quadro clínico de cada paciente.
Fonte: Ministério da Saúde
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