Ministro da Saúde Alexandre Padilha Foto de Rafael Nascimento para Ministério da Saúde
O Brasil está reduzindo sua dependência de importações com um novo acordo para produzir insulina glargina, usada no tratamento de diabetes.
A parceria entre Fiocruz, Biomm e a chinesa Gan&Lee garantirá 20 milhões de frascos para o SUS já em 2025. Atualmente, 10,2% dos brasileiros têm diabetes – cerca de 20 milhões de pessoas.
Com investimento de R$ 930 milhões do governo federal, a Fiocruz construirá uma fábrica no Ceará para produzir o insumo farmacêutico ativo (IFA) da insulina.
A planta terá capacidade para 70 milhões de unidades por ano e fortalecerá a economia do Nordeste.
Pacientes com doença falciforme – uma anemia genética que afeta principalmente a população negra – ganharão acesso à deferiprona, medicamento que reduz o excesso de ferro no corpo causado por transfusões de sangue frequentes. O remédio evita danos a órgãos como coração e fígado.
A doença deforma os glóbulos vermelhos, causando dor intensa e complicações graves. Com a nova medida, o SUS oferecerá todas as opções terapêuticas disponíveis para esses pacientes.
O ministro Alexandre Padilha destacou que produzir medicamentos no Brasil garante segurança e reduz filas no SUS.
“Cada passo nosso é para ampliar o acesso da população à saúde”, afirmou.
A insulina nacional chegará primeiro em embalagens da Biomm (MG) e, em 10 anos, será totalmente fabricada aqui.
O projeto faz parte do plano do governo para fortalecer a saúde pública e reduzir crises globais de abastecimento. “Produzir no país dá soberania”, reforçou Padilha.
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