Campanha Novembro Roxo reforça a importância de falar sobre os alertas da prematuridade

Considerado o mês internacional de sensibilidade à prematuridade, novembro também recebe a cor roxa, que faz alusão para a importância de falar sobre o aumento do número de nascimento de bebês prematuros e os desafios da relação entre mãe e filho nesse momento considerado delicado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, com cerca de 340 mil nascimentos de bebês nessas condições por ano. Todos os anos, 15 milhões de crianças nascem prematuras no mundo inteiro.

A pediatra Camila D’Macedo explica sobre a necessidade de falar sobre a relação do bebê prematuro com a mãe após o seu nascimento, além de enfatizar que, devido a pandemia, essa realidade se tornou ainda mais restrita. “Os hospitais ainda tem muito forte a cultura de separação do bebê prematuro da mãe. Geralmente, eles permanecem internados dentro de incubadoras e os pais só podem ver seus bebês através do vidro. Isso estava começando a mudar, porém a pandemia restringiu novamente esse contato”, afirma.  

Segundo a médica, o contato pele a pele é um meio que contribui para a redução de mortalidade de crianças prematuras. “O contato pele a pele está diretamente relacionado com a redução da taxa de mortalidade em UTI neonatal, otimização do ganho de peso no prematuro, desenvolvimento motor, estimulação sensorial e vínculo dos pais com o bebê”, pontua.  

Alguns documentos oficiais reforçam a importância desse momento como, por exemplo, a revisão de literatura da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os benefícios do contato pele a pele para o recém-nascido, assim como o Método Canguru do Ministério da Saúde.  

De acordo com a médica, manter a saúde psicológica da mãe do recém-nascido é fundamental para esse momento. “A saúde psicológica da mãe do bebê prematuro é um dos aspectos fundamentais a serem trabalhados durante a internação do bebê na UTI, pois é difícil ir para casa após o parto e não levar seu bebê consigo, fora todas as mudanças hormonais que acompanham essa fase”. 

Como forma de atenção humanizada, a especialista finaliza ressaltando a importância do método canguru, considerado um modelo assistencial ao prematuro e sua família, indicado a todas as gestantes de alto risco e que é dividido em três etapas. “Na primeira etapa, prepara a família para a possibilidade da prematuridade e internação do bebê em UTI. Na segunda etapa, mantém o bebê em contato com a mãe durante internação hospitalar, que é o contato pele a pele. Por fim, a terceira etapa é a ida para casa e acompanhamento ambulatorial do crescimento e desenvolvimento do prematuro”, conclui.  

Milena Alves

Recent Posts

Programa Sinapse fortalece a inclusão escolar

Estimular o aprendizado e garantir educação a todos são alguns dos objetivos do Programa Sinapse.…

2 semanas ago

Cantor Rick, da dupla com Renner, morre após queda de helicóptero em SC

Os destroços do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, foram…

2 semanas ago

FHCGV publica edital com 215 vagas para níveis médio, técnico e superior

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) publicou o edital de um novo concurso…

3 semanas ago

Jovem é vítima de feminicidio após tentativa de estupro em Londrina

Uma jovem de 21 anos foi vítima de feminicídio no estacionamento da academia em que…

3 semanas ago

Hana Ghassan lidera corrida ao Governo do Pará com 37%, aponta pesquisa

Hana Ghassan lidera a disputa pelo Governo do Pará com 37% das intenções de voto…

4 semanas ago

Adolescente desenvolve abscesso na axila após usar prestobarba por mais de três dias

Uma adolescente de 16 anos, desenvolveu um abscesso na axila, após usar prestobarba por mais…

1 mês ago

This website uses cookies.