Belém inicia vacinação de deficientes

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 20, início da vacinação, na capital paraense, destinada às pessoas com deficiência permanente (PCDs), nascidas entre os anos de 1962 a 1981, a procura pelo imunizante foi pequena no posto da Aldeia Cabana de Cultura Amazônica ‘Davi Miguel’, localizada no bairro Pedreira.

Segundo a equipe da Sesma, responsável pelo serviço no local, pouco mais de 150 doses foram aplicadas. Conforme o cronograma da prefeitura, a vacinação encerra amanhã (21). Estão sendo utilizadas doses das vacinas Coronavac e AstraZeneca. Nos dois dias de atendimento, a Secretaria estima que 10 mil PCDs sejam imunizados contra a Covi-19.

Dona Ana Lúcia, 53, estava na pequena fila. Ela levou o filho Daniel Sobral, 22, para receber a primeira dose. O jovem tem paralisia cerebral. Ana Lúcia contou que estava se sentindo aliviada. “Só de ele está sendo imunizado, já fico muito alegre, pois ele tem baixa imunidade e não saia de casa para nada. Nós também estávamos todo tempo tendo cuidado. Eu até parei de trabalhar para cuidar dele. Tudo vai ficar bem mais fácil agora”, disse.

Suscetíveis – O diretor de Vigilância à Saúde da Sesma, Claúdio Salgado, explicou que é importante vacinar esse grupo. “Essas pessoas são suscetíveis à doença. Para elas a Covid-19 pode mostrar sua versão mais grave”, disse. De acordo com o diretor, o quanto antes as autoridades de saúde conseguirem imunizá-los, vai se diminuir a possibilidade deles adoecerem. “Agora, o nosso objetivo é descer ainda mais a idade, que parou nos 40 anos.”  

O publico-alvo desta fase são pessoas com: limitação motora, que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; grande dificuldade ou incapacidade de ouvir; grande dificuldade ou incapacidade de enxergar; e alguma deficiência intelectual permanente, que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola ou brincar.

Postos – A Sesma disponibilizou 17 postos de vacinação para esta fase. Entre os locais mais movimentados estavam a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Universidade da Amazônia(Unama) e Aldeia Cabana de Cultura Amazônica Davi Miguel.

Alívio também sentiu Weberton Moura, 26, profissional da saúde que aproveitou o intervalo do serviço para se vacinar. “É muito gratificante hoje poder tomar essa vacina, porque só quem trabalha na área da saúde em hospitais sabe o risco que corre todos os dias nessa pandemia e nossa esperança é que as coisas fiquem mais tranquilas” ressaltou.

Serviço – Os documentos necessários para vacinação são: RG, CPF, cartão SUS e comprovante de residência de Belém.

Talytha Araujo

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