Um estudo feito por pesquisadores italianos revelou que houve um aumento nos casos de puberdade precoce, quando características de amadurecimento sexual aparecem antes do previsto, em meninas durante o confinamento causado pela pandemia da covid-19.
A pesquisa analisou dados de dois grupos de pacientes: meninas recém-diagnosticadas com puberdade precoce e meninas que receberam o diagnóstico antes da pandemia. Os estudiosos coletaram dados clínicos, endocrinológicos e radiológicos das pacientes, e as famílias das crianças responderam a um questionário para avaliar as diferenças no uso de dispositivos eletrônicos antes e durante a pandemia.
Com isso, descobriu-se que o número de novos diagnósticos foi significativamente maior do que a média do mesmo período dos cinco anos anteriores. Além disso, foi notada progressão mais rápida da puberdade em pacientes com diagnóstico prévio, durante as medidas de distanciamento, em comparação com anos anteriores.
Os pesquisadores acreditam que esse resultado pode estar relacionado com o uso excessivo de dispositivos eletrônicos durante a pandemia, com a má alimentação e com “gatilhos psicológicos”, como ansiedade e depressão.
Fonte: Revista Crescer
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