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Chikungunya: vacina aprovada nos EUA pode vir ao Brasil em 2024

A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou recentemente, na quinta-feira (9), a primeira vacina contra a chikungunya, uma doença transmitida por mosquitos, causada por um vírus que antes de 2006 era raramente identificado mesmo em viajantes dos EUA, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

A vacina, chamada Ixchiq e fabricada pela Valneva Austria GmbH, é uma medida crucial para prevenir esta enfermidade que não tem tratamento específico e pode ser debilitante, inclusive para recém-nascidos.

Esta vacina de dose única foi aprovada para adultos com risco aumentado de exposição ao vírus, especialmente em áreas endêmicas na África, no Sudeste Asiático e em partes das Américas, onde os mosquitos transmissores da chikungunya se proliferam. Entretanto, a crise climática tem expandido a presença do vírus para novas regiões do mundo.

Estudos recentes identificaram um aumento significativo de casos, inclusive transmissões locais em áreas mais quentes dos EUA, como Flórida, Texas, Porto Rico e Ilhas Virgens. As pessoas afetadas por esse vírus apresentam sintomas como febre, dores nas articulações, dores musculares, erupções cutâneas, entre outros.

Para muitos, as dores articulares podem ser debilitantes e durar anos, e cerca de 20% a 30% dos casos tendem a tornar-se crônicos, de acordo com pesquisas.

A vacina Ixchiq contém uma versão viva e enfraquecida do vírus, o que pode desencadear sintomas semelhantes aos de uma infecção. A FDA enfatizou a necessidade de os prestadores de cuidados de saúde alertarem os pacientes sobre questões relacionadas à transmissão do vírus da vacina para recém-nascidos e grávidas, cujos riscos ainda não estão completamente esclarecidos.

Embora não haja tratamento específico para a chikungunya, a vacina representa uma esperança para aqueles vulneráveis ao vírus, principalmente para adultos mais velhos e indivíduos com condições médicas subjacentes.

A aprovação da vacina foi destacada como um avanço significativo na prevenção desta doença debilitante, preenchendo uma lacuna médica importante, conforme salientado pelo Dr. Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.

No Brasil, onde a chikungunya se espalhou nos últimos dez anos, atingindo 60% dos municípios, o Instituto Butantan tem parceria com a produtora da vacina aprovada nos EUA. O país enfrentou sete surtos da doença, sendo que a região Sudeste registra a maior incidência, com 42,6 casos prováveis por 100 mil habitantes.

O Butantan pretende submeter à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de aprovação no primeiro semestre de 2024. O vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e do zika vírus, já causou mais de 1,1 milhão de casos e 909 mortes no Brasil.

Os testes da vacina revelaram a eficácia e segurança do Ixchiq, e a empresa realizará estudos pós-comercialização para avaliar possíveis reações adversas graves. Este passo é fundamental, considerando que duas pessoas precisaram de hospitalização após a administração da vacina devido a sintomas semelhantes aos da chikungunya.

A chikungunya, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, provoca febre, dores intensas nas articulações, entre outros sintomas. Sua fase aguda é caracterizada por febre, dores no corpo e fadiga, evoluindo, em alguns pacientes, para uma fase crônica com fortes dores articulares que podem persistir por meses.

A aprovação da vacina nos EUA e os planos de aprovação no Brasil representam avanços significativos na luta contra essa doença, oferecendo uma medida preventiva crucial para proteger a população em áreas de risco contra os impactos debilitantes desse vírus.

Fonte: CNN e G1

Romeu Lima

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