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Luana Andrade: entenda sobre a lipo e o perigo da embolia

Luana Andrade, ex-participante do Power Couple Brasil, morreu na terça-feira (7), aos 29 anos, devido a complicações durante uma lipoaspiração, que resultou em uma embolia pulmonar maciça, conforme comunicado do Hospital São Luiz, onde o procedimento ocorreu.

A lipoaspiração, cirurgia estética popular, é frequentemente compartilhada nas redes sociais, criando a impressão de ser uma intervenção corriqueira. No entanto, para garantir a segurança, é crucial considerar diversos fatores. Cirurgiões plásticos destacam que, quando realizada segundo os padrões estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a lipoaspiração tende a ser segura.

O procedimento em si consiste em uma curetagem mecânica de gordura seguida de aspiração, podendo receber diferentes denominações, como minilipo ou lipo HD. Contudo, para garantir a segurança, é vital respeitar limites de retirada de gordura estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), visando reduzir riscos de complicações sistêmicas.

Especialistas oferecem orientações para minimizar riscos, incluindo verificar a afiliação à SBCP, discussão aberta sobre os riscos com o médico, consulta prévia detalhada, evitar procedimentos extensos em um único momento e avaliação cuidadosa do ambiente para cirurgias mais complexas.

Sobre a causa da morte de Luana Andrade, a embolia pulmonar ocorre quando um coágulo migrado para o pulmão bloqueia os vasos sanguíneos, comprometendo a oxigenação e podendo levar a complicações no coração.

A trombose, formação de coágulos, ocorre por fatores como estase sanguínea (a diminuição ou parada do fluxo sanguíneo nas veias), lesão da parede vascular e predisposição. Em cirurgias como a lipoaspiração, há riscos de trombose e embolia devido à manipulação de gordura, com uma incidência estimada entre 0,02% e 0,06%.

Para reduzir riscos, enfatiza-se a importância de seguir as medidas da SBCP, avaliar fatores de risco para trombose, considerar anticoagulantes e compressão, e informar o paciente sobre os riscos da embolia pulmonar. Fatores de risco adicionais, como imobilidade prolongada, cirurgias extensas e condições médicas específicas, são destacados.

Fonte: Estadão e G1

Romeu Lima

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