Um paciente de cólera recebendo tratamento em um hospital em Aden | Foto de Matteo Minasi para OCHA
A cólera, uma doença causada pela bactéria Vibrio cholerae, está devastando o Iêmen, um país já sobrecarregado por conflitos e colapsos estruturais.
Com mais de 250 mil casos suspeitos e 861 mortes até 1º de dezembro, o Iêmen concentra 35% dos casos globais de cólera e 18% das mortes em 2024.
A crise atual reflete um sistema de saúde em ruínas e desafios críticos em infraestrutura.
Desde novembro, os casos de cólera no Iêmen aumentaram 37%, enquanto as mortes cresceram 27% em relação ao ano anterior.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as condições são agravadas por fatores como falta de água potável, saneamento precário e recursos limitados para tratamento.
Além disso, o colapso do sistema de saúde impacta diretamente a resposta à cólera. Entre outubro de 2024 e março de 2025, a resposta à doença enfrenta um déficit de US$ 20 milhões, levando ao fechamento de centenas de centros de tratamento.
A cólera é uma infecção bacteriana intestinal aguda causada pela Vibrio cholerae. A doença está diretamente ligada às condições de saneamento e higiene.
A transmissão da cólera é fecal-oral, ou seja, ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados ou pelo contato direto com pessoas infectadas.
Alimentos como mariscos, peixes e algas, quando consumidos crus ou mal cozidos, também podem ser veículos da doença.
Mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir a bactéria, aumentando os riscos de contaminação em comunidades vulneráveis.
A maioria dos casos é assintomática ou apresenta sintomas leves, como diarreia. Entretanto, os casos graves podem causar diarreia aquosa intensa, vômitos, dor abdominal e cãibras.
Quando não tratada, a cólera pode levar à desidratação severa e à morte. Em casos extremos, uma pessoa pode perder até 2 litros de líquidos por hora.
A OMS tem atuado em parceria com autoridades iemenitas e organizações humanitárias para conter o surto. Entre as medidas, destacam-se:
A crise de cólera é um reflexo da emergência humanitária mais ampla no Iêmen. Conflitos prolongados deixaram 18,2 milhões de pessoas necessitando de assistência humanitária, enquanto 17,6 milhões enfrentam insegurança alimentar. Já metade das crianças menores de cinco anos estão sendo afetadas pelo nanismo moderado ao grave.
Fonte: ONU e Ministério da Saúde
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