Linha de Frente

Cuidados Paliativos: entenda o que está sendo feito pelo Pelé, após não responder a quimioterapia

O ex-jogador e tricampeão mundial da Seleção Brasileira de futebol, conhecido como Pelé, deu início aos Cuidados Paliativos no final do mês de novembro, após dar entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para fazer uma reavaliação do tratamento quimioterápico que estava realizando para combater o câncer de colón, do qual foi diagnosticado em setembro do ano passado.

Pelé já tinha recebido a notícia, no início do ano, de que havia metástase no fígado, intestino e pulmão, quando células cancerosas saem do tumor original e vão para outras partes do corpo, formando novos tumores, sem ligação com o tumor original. Após a reavaliação e perceber que o tratamento não estava funcionando, a decisão foi tomada. Mas o que seriam os Cuidados Paliativos?

O que poderia ser deixado bem claro sobre Cuidado Paliativo é que esse tipo de tratamento não deve ser visto como algo para amenizar a chegada da morte, ou para quando não há mais nada a ser feito para tratar tal doença, vai além disso.

Definido em 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e atualizado em 2002, “Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.

De acordo com o Atlas dos Cuidados Paliativos 2019 da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), a região norte apresenta somente 07 serviços paliativos, sendo que o Estado do Pará fornece 19 leitos para esse tipo de cuidado e nenhum atendimento para área pediátrica.

De fato, os Cuidados Paliativos são usados na maioria das vezes quando a pessoa esteja próxima do fim da sua vida, para que possa ter uma passagem tranquila, sem traumas ou dor. Mas, mesmo que o paciente esteja em tratamento contra uma doença que traz risco de vida, mas que tem mínimas chances de cura e sobrevivência, a pessoa pode e deve ter os Cuidados Paliativos.

Assim, uma equipe com nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, enfermeiro, médico, entre outros profissionais, avalia individualmente cada paciente, de acordo com o diagnóstico, para aliviar a dor, lhe trazer uma melhor qualidade de vida, mais confortável e com dignidade.

E como definido, não só o paciente, mas também as pessoas ligadas emocionalmente a ele. Porque o foco dos Cuidados não é a cura da doença, mas as consequências da mesma ou o tratamento para tal, causa em todos os envolvidos. Imagina o estresse e o trauma que pessoas próximas ao paciente passam, ao ver um ente querido sofrer com tal mazela. Por isso a importância do Cuidado Paliativo.

Romeu Lima

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