Protegida por um habeas corpus, diretora da Precisa Medicamentos depõe hoje na CPI

Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos depõe nesta terça-feira, 13, na CPI da Covid. A empresa atuou como intermediária entre o laboratório indiano Bharat Biotech e o Ministério da Saúde na venda de doses da Covaxin e teria pedido inclusive um adiantamento dos pagamentos, o que não é uma prática usual nas negociações. Os sigilos telefônico e telemático (mensagens) de Medrades já foram quebrados pela CPI.

A representante chega para depor ao colegiado blindada por um habeas corpus, que lhe concede o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva e se recusar a responder aos questionamentos dos senadores. Emanuela foi convocada como alternativa ao adiamento do depoimento de Francisco Maximiano, sócio da empresa. A oitiva com o empresário foi suspensa após o Supremo Tribunal Federal (STF) também permitir que o depoente não respondesse aos questionamentos.

Os depoimentos seguintes são sobre a suposta tentativa de venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca pela Davati. Na quarta-feira, fala o reverendo Amilton Gomes de Paula, um religioso do Distrito Federal que teria facilitado o acesso do representante da Davati ao Ministério.
Na quinta, está marcado o depoimento do coronel da reserva do Exército Marcelo Blanco. Ele participou do jantar no qual um servidor do Ministério da Saúde teria pedido propina ao suposto vendedor de vacinas da Davati, o cabo da PM de Minas Luiz Paulo Dominghetti Pereira.

O depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, está marcado para o dia 20 de julho. Ministro da Saúde no governo Michel Temer, Barros é autor de uma emenda parlamentar que facilitou a compra de imunizantes estrangeiros. Seu nome foi citado no depoimento de Luis Miranda ao denunciar possível corrupção na aquisição da Covaxin.

Prorrogação– Outro desdobramento esperado para esta semana é a possível leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPI, a ser feita pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Instalada no dia 27 de abril, a CPI da Covid tem um prazo inicial de funcionamento de 90 dias. Por causa do recesso parlamentar no Senado, este período inicial deve se estender até o dia 7 de agosto.

*com informações Agência Senado

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