DIU: todas as mulheres podem usar?

O Dispositivo Intrauterino, mais conhecido como DIU, é um método contraceptivo não hormonal, que tem se tornado uma escolha cada vez mais comum por mulheres que desejam evitar as pílulas anticoncepcionais. Mas afinal, toda a mulher pode usar o DIU? O método deve ser usado de acordo com a necessidade de cada uma, além de ser recomendado por especialistas.

A ginecologista Gisele Teixeira explica quais mulheres podem usar o dispositivo intrauterino e que o uso, geralmente, depende do fluxo e intensidade das cólicas menstruais. “Qualquer mulher pode usar o DIU, desde que ela não tenha cólicas muito intensas e não tenha endometriose, que é o que causa muitas cólicas menstruais. O Diu não hormonal pode causar o aumento do fluxo. Por exemplo, o Diu de cobre, tem um poder irritativo ao útero, com isso, a paciente que tem um fluxo maior, pode aumentar o fluxo e aumentar cólica”, afirma.

De acordo com a médica, a inserção do dispositivo passa por um período de adaptação no útero, além de falar sobre a diferença entre o Diu de cobre e prata. “A adaptação dura uns três a quatro meses após a inserção, depois vem melhorando e a cólica fica cada vez menor. Temos dois tipos de Diu. O Diu de cobre dura 10 anos, mas ele pode aumentar o fluxo. O Diu de prata, que pelo fato de ter um anel de prata na composição, diminui os efeitos degradativos do cobre, então tende a mexer menos com fluxo menstrual, mas isso não quer dizer que não possa mexer”, pontua.

A médica enfatiza o que as mulheres precisam saber antes de optar por esse método contraceptivo. “As mulheres que desejam colocar o Diu precisam ter um exame preventivo normal junto com a medição do ultrassom para saber o tamanho do útero, para escolher o tipo de Diu que a gente vai poder usar, e isso depende do tamanho do útero”, ressalta.

Foto: Arquivo pessoal Dra. Gisele Teixeira

Segundo a especialista, as contraindicações para o uso do dispositivo intrauterino são as cólicas e fluxo intenso, pois, ambos podem se tornar ainda mais agudos. Mas ela conta que métodos não hormonais ajudam as mulheres a entender cada vez mais sobre as mudanças que ocorrem nos ciclos menstruais. “Eu sou super fã de métodos não hormonais. Sempre tento indicar isso para as minhas pacientes, porque mexe muito menos no ciclo menstrual e passamos a entender melhor os nossos ciclos e picos hormonais, e acaba que fica muito mais fácil de controlar e melhorar sem usar nenhum método que bloqueia o eixo hormonal. Quando usamos anticoncepcional, é como se a gente entrasse em uma menopausa química. Você não tem mais as oscilações hormonais e o seu corpo entende como se você tivesse na menopausa, sem produzir hormônio”, finaliza.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente alguns métodos contraceptivos não hormonais como, por exemplo, o Dispositivo Intrauterino (DIU) e o Diafragma.  

Milena Alves

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