Coronavírus

Em NY, paraenses avaliam os reflexos da vacinação de estrangeiros

O anúncio feito ontem, 11, pelo prefeito Nova York, Bill de Blasio, de que pretende vacinar contra a Covid-19 “todo turista” que chegar à cidade americana, tem estimulado cada vez mais o desembarque de estrangeiros nos Estados Unidos. Os paraenses Geovany e Aluízio têm acompanhado o reflexo da decisão do gestor da cidade mais populosa dos EUA.

O jornalista Geovany Dias,27, mora desde agosto de 2017 em Nova York e trabalha na PIX11 News, uma emissora de TV da Warner Brothers. Ele que já foi vacinado em fevereiro deste ano, tem acompanhado as discussões sobre a medida recentemente adotada. “O prefeito anunciou o oferecimento de vacina às pessoas que estivessem visitando a cidade, pois boa parte do faturamento de Nova York vem do turismo. Agora, qualquer pessoa que estiver visitando a cidade, seja de outras regiões dos Estados Unidos ou de outros países, poderá se imunizar”, garantiu.

Turistas – Geovany lembra que a decisão provocou muitos debates no começo da aplicação das vacinas. “Foi uma ideia, uma proposta que Inicialmente sofreu crítica da oposição, das outras autoridades do estado. No último sábado foram abertos os pontos de vacinação com a inclusão de turistas”, relata o jornalista, que é também repórter da Globo Internacional. Times Square e Brooklyn foram duas das regiões que ganharam pontos de imunização.

Agora, qualquer pessoa que estiver visitando a cidade, seja de outras regiões dos Estados Unidos ou de outros países, poderá se imunizar. (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo o jornalista, o programa de vacinação ao redor da cidade novaiorquina tem tido a cobertura da imprensa. “Tem sido muito positivo, estamos bem a frente do processo de vacinação na cidade e os veículos estão cobrindo. E o governo federal quer até 4 de Julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, vacinar 70% da população americana já com pelo menos uma dose”. “Em relação às pessoas que estão vindo de fora, esse foi um problema inicialmente vivido na Flórida, que foi chamado de ‘turismo da vacina’. Só que foi muito no começo, e os recursos da vacina eram limitados, diferente de agora”, finaliza.

Estímulo – Na visão de Aluízio Barbosa, 36, e residindo há 15 anos em Nova York, a medida de estender a vacina a turistas e cidadãos de outros países, pode funcionar como um estímulo ao retorno das atividades econômicas em sua plenitude. “Na cidade ainda temos muita coisa fechada, e apesar de termos o dólar movimentando o mercado e aqui termos turismo e negócios fortes, precisamos incentivar a atividade econômica. Aqui se aceita, sim, a vacina dos que vem de fora”, assegura Aluízio, que atualmente é gerente operacional, da região Leste, em uma empresa do setor de alimentação, a qual atende aeroportos como Laguardia e JFK. Aluízio mora na cidade de Union, em New Jersey,a cerca de 30 minutos de NY.

“No Brooklyn, 64% dos negócios estão afetados porque as pessoas não voltaram a trabalhar”. (Foto: Arquivo pessoal)

Na opinião do paraense, que recebeu a segunda dose contra o coronavírus no último dia 5 de maio, apesar do avanço da vacinação nos Estados Unidos e o governo de lá ter garantido benefícios sociais, as pessoas não têm retornando às atividades como deveriam, as pessoas ainda temem o retorno, temem uma nova onda. “No Brooklyn, 64% dos negócios estão afetados porque as pessoas não voltaram a trabalhar”, revela.

Para ele, as opiniões estão divididas quanto à vacinação de turistas ou de estrangeiros de maneira geral.”Uns aprovam a ideia justamente porque, além de salvar vidas, o mercado pode ser reaberto com mais segurança, contudo, tem pessoas contra porque pensam na questão do custo do governo para vacinar turistas ou ilegais”.

Gren card – Por fim, o administrador afirma que muitos brasileiros têm utilizado o green card para garantir a imunização, devido a falta de vacina suficiente para acelerar a proteção da população no Brasil. “E tem brasileiros morando no Brasil, mas que têm green card. Conheci alguns deles vindo para se vacinar, já que no Brasil ainda não estão vacinando na faixa abaixo dos 40 anos.”.

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