A gastrite é a inflamação do revestimento interno do estômago que, ao contrário do que muitos possam imaginar, é um mal que pode ocorrer não só em adultos, mas também em crianças e adolescentes. De acordo com um levantamento realizado pela Organização Mundial de Gastrenterologia, a contaminação pela bactéria Helicovacter pylori, um facilitador do desenvolvimento da doença, o microrganismo atinge 30% das crianças brasileiras com idade entre seis a oito anos e 78% de jovens entre dez a 18 anos.
Segundo a médica endoscopista gastrohepatologista pediátrica Dra. Zilvane Macedo, gastrite é uma doença péptica, que se caracteriza pela inflamação da mucosa gástrica, causada em decorrência da infecção pela bactéria H. Pilory e também pelo estresse, medicações como anti-inflamatórios e antibióticos, processos imunológicos e outros agentes infecciosos, como o bacilo da tuberculose. “A causa do processo inflamatório é a ação do ácido clorídrico e pepsina lesando essa mucosa que perdeu ou teve seus mecanismos de proteção reduzidos. Está inflamação pode acontecer tanto em adultos como em crianças, inclusive no primeiro ano de vida. Outras doenças pépticas podem acometer o esôfago, o estômago ou o intestino delgado”, afirmou.
Suas causas são múltiplas, podendo ocorrer em decorrência da infecção pela bactéria H. pilory, estresse, medicações como anti-inflamatórios e antibióticos, processos imunológicos e outros agentes infecciosos, como o bacilo da tuberculose.
Os primeiros sintomas de gastrite infantil podem ser clássicos, como azia, dor epigástrica, náuseas, sensação de empachamento e vômitos, de acordo com a médica. “Em crianças menores o sintoma pode ser apenas a recusa alimentar. O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta. Neste procedimento podemos coletar as biópsias com pesquisa de H. Pilory e outras patologias, como as doenças eosinofilicas”, explicou.
O tratamento pode ser apenas à base de dietético ou a dieta associado ao uso de medicações que inibem a secreção ácida e/ou até antibióticos, segundo a Dra. Zilvana. “Casos mais graves podem vir associados com úlceras em estimado ou duodeno, as vezes com sangramento, podendo necessitar internação clínica. Para a criança, é importante uma dieta saudável, evitar os alimentos artificiais, respeitar os horários das refeições principais, evitar uso abusivo de medicações, principalmente anti-inflamatórios e manter um ambiente familiar harmonioso”, concluiu.
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