Linha de Frente

Após os 50: Gravidez de forma natural é rara, mas tratamento podem aumentar as chances, afirmam especialistas

Na última segunda-feira (19), a atriz Cláudia Raia e o marido anunciaram por meio de suas redes sociais que estão à espera da chegada de um bebê. Ela, que hoje está com 55 anos, revelou que tinha o desejo de ser mãe novamente e, então, decidiu congelar os óvulos.

Segundo o Ministério da Saúde, mulheres que engravidam após os 35 anos de idade precisam ter acompanhamento especial, pois já é considerada uma gravidez tardia e de risco.

O médico Raphael Haber, especialista em Reprodução Humana Assistida, explica que casos de gravidez forma espontânea não são comuns, mas é possível, graças aos avanços da tecnologia. “A gravidez após os 50 anos de forma natural é bastante rara, especialmente porque muitas mulheres nessa idade já estarem no pós menopausa. Com tratamento de reprodução humana podemos utilizar óvulos mais jovens aumentando a chance de termos o ‘nosso positivo'”, afirma.

De acordo com o especialista, as chances de gestação natural por mês após os 50 anos são menos de 1%.

Riscos

Segundo o médico, em uma gravidez após os 50 anos, o principal risco é o abortamento que, para a gravidez natural nessa faixa etária ultrapassa os 80%. “Bebês prematuros e outras complicações são mais frequentes após os 40 anos”, complementa.

Tratamento

Raphael pontua que entre as técnicas, a fertilização in vitro é uma das mais aplicadas, e que o procedimento não é agressivo. “O tratamento mais comum é a fertilização in vitro, e após os 50 anos geralmente é utilizado óvulos de doadores, que pode ser anônimo ou parentes, ou óvulos que foram congelados quando mais jovem. O tratamento não é invasivo e pouco apresenta efeitos colaterais”, relata.

O especialista enfatiza que o tratamento pela rede pública de saúde existe, porém, oferece poucas condições, além do tempo de espera. “O SUS tem poucos serviços que realizam fertilização in vitro e, muitas vezes, alguns insumos são custeados pela própria paciente. Geralmente, há filas de espera para conseguir realizar o tratamento pelo SUS. No norte do Brasil não tem nenhum serviço de fertilização oferecido pelo poder público”, finaliza.

Foto: Reprodução/Instagram

Milena Alves

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