Bem-estar

Hospital de Clínicas aposta em biblioteca itinerante para humanizar o atendimento

O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, trouxe aos pacientes e acompanhantes o incentivo à leitura, com acesso à Biblioteca Itinerante Hospitalar pelos corredores da unidade.

A iniciativa leva livros e revistas, oferecendo momentos de leitura, distração e acolhimento em meio ao período de internação. O projeto foi criado em 2010 e desenvolvido pela Gerência de Ensino e Pesquisa, em parceria com o setor Bibliotecário, Psicossocial, Comitê de Humanização e Voluntariado do HC com o objetivo de oferecer momentos de lazer e bem-estar aos pacientes.

Para isso, um carrinho circula pelos corredores levando títulos de literatura brasileira, infanto-juvenil, religião, autoajuda, gibis e periódicos.

A bibliotecária Elvira Palha contou que a atividade busca humanizar a permanência hospitalar. “Como o Hospital é um ambiente em que os pacientes ficam em restabelecimento, muitas vezes ansiosos e estressados, a leitura ajuda a amenizar esse tempo, oferecendo entretenimento e incentivo cultural.”

A psicóloga Patrícia Diniz ressaltou que a ação gera ganhos emocionais e cognitivos. Segundo ela, a biblioteca itinerante, com seu carrinho de livros e outros materiais de leitura, reduz o estresse e o isolamento da hospitalização e também alcança os acompanhantes.

“Além disso, a leitura, escolhida pelo próprio paciente, pode ser significativa e, ao mesmo tempo, estimular aspectos cognitivos ou proporcionar distração. Portanto, agrega bem-estar e percepção do paciente de poder desenvolver uma atividade do seu cotidiano como pessoa, não como doente”, disse Patrícia Diniz.

A educadora social Maria de Fátima Vieira, de 57 anos, acompanha o marido, Luiz Alexandre da Silva Lima, que foi internado após uma cirurgia cardíaca de emergência. Para ela, a iniciativa é uma forma de tornar a espera mais leve, pois já tem o hábito da leitura presente no dia a dia. Ela também ressalta que durante o momento de internação a prática se torna mais necessária. “As pessoas ficam ansiosas pela recuperação do familiar, e a leitura ajuda a distrair, a passar o tempo e a diminuir essa preocupação”, acrescentou.

A terapeuta ocupacional Marly Maciel enfatizou que a leitura também funciona como recurso terapêutico dentro do ambiente hospitalar, especialmente para pacientes em internações prolongadas.

Ela afirma que a atividade ajuda a ocupar o tempo ocioso, promove lazer e favorece a interação entre pacientes e acompanhantes.

Fonte: Agência Pará

Gabrielle Nogueira

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