Saúde Pública

Humanização na saúde do Pará inspira e transforma vidas

Você já imaginou um hospital onde pacientes são tratados com carinho, onde aniversários são comemorados e famílias recebem apoio emocional?

Essa é a essência da humanização na saúde — um movimento que une tecnologia e empatia para transformar a experiência de quem precisa de cuidados.

No Pará, hospitais estão mostrando que pequenos gestos fazem grande diferença: desde terapias para quem cuida até festas para quem está em longas internações.

É a prova de que saúde vai além de remédios e exames — é sobre acolher, escutar e respeitar cada pessoa.

HOSPITAL METROPOLITANO: CUIDAR DE QUEM CUIDA

Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência oportuniza encontro de paciente de longa permanência com filhas
Foto de Alberto Dergan para Agência Pará

No Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Belém, a humanização vai além do atendimento médico.

Em 2024, mais de 90 projetos foram criados para tornar a experiência de pacientes e profissionais mais acolhedora. Um deles é o “Cuidando de Quem Cuida”, que oferece terapia psicológica gratuita aos colaboradores.

Geneci Moreira, mãe de um paciente, agradeceu o carinho da equipe: “Se não fosse esse cuidado, meu filho não estaria melhor hoje”.

BAIXO AMAZONAS: FESTAS E PASSEIOS PARA RECUPERAR A ALEGRIA

Rosinaldo Pantoja ganhou parabéns pelo aniversário de 62 anos. Ele está há 1 ano e 8 meses na UTI por doença degenerativa.
Foto de Gustavo Campos para Secom

No Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, pacientes de longa permanência ganham motivos para sorrir.

Rosinaldo Pantoja, que está há 1 ano e 8 meses na UTI, comemorou seu aniversário com uma festa organizada pela equipe.

“Fiquei feliz e ele também”, disse sua esposa, Maria Helena. Além disso, passeios terapêuticos e fotos de bebês na UTI neonatal são algumas das ações que trazem esperança e conforto.

ORIXIMINÁ: GRUPO TERAPÊUTICO FORTALECE VÍNCULO

Grupo de familiares de pacientes
Foto: divulgação Agência Pará

No Hospital Regional de Oriximiná, um grupo terapêutico reúne pacientes e familiares todas as quintas-feiras.

Gerdiel Nascimento, de 17 anos, vítima de um acidente, destacou como a atividade o ajudou: “Me senti acolhido e ouvido”. A iniciativa, coordenada por psicólogos, promove diálogo e alívio emocional em momentos difíceis.

O IMPACTO DA HUMANIZAÇÃO

Essas histórias mostram que a humanização na saúde vai além de medicamentos e procedimentos.

Pequenos gestos — como uma festa, uma conversa ou um momento de escuta — podem fazer toda a diferença na recuperação e no bem-estar de quem precisa de cuidados.

No Pará, hospitais estão provando que cuidar com empatia é essencial para uma saúde verdadeiramente transformadora.

Fontes: Agência Pará 01, 02, 03 e Hospital Albert Einstein

Romeu Lima

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