Canetas de insulina em fundo laranja, de perto Por towfiqu98
Nova versão do medicamento reduz aplicações de 365 para 52 ao ano, melhorando a qualidade de vida das pessoas com diabetes
Um tipo de insulina que permite a aplicação semanal foi uma das principais novidades do último Congresso da Associação Americana de Diabetes, realizado entre 23 e 26 de junho, nos Estados Unidos.
A indicação do medicamento permitirá que os pacientes com diabetes reduzam o número de aplicações da injeção de 365 para 52. Essa versão de insulina promete facilitar e oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes.
Com a redução das doses necessárias para controlar a glicemia, os médicos acreditam que haverá maior adesão ao tratamento.
“Atualmente, a necessidade diária de injetar o hormônio anabólico leva a uma descontinuidade do tratamento nas situações em que os pacientes se esquecem de aplicar a insulina. As falhas podem levar a descontroles nos níveis de açúcar no sangue”, explica o endocrinologista Rubens Tofolo.
“Além do conforto e comodidade para os pacientes, os estudos recentes mostraram que essa forma de insulina semanal é melhor para a saúde ao ser comparada com as versões diárias com a mesma finalidade”, afirma o endocrinologista.
A insulina semanal será vendida comercialmente com o nome de Icodeca. Ela tem a capacidade de modificar quimicamente as moléculas da insulina basal, criando uma substância que permanece ativa no organismo por sete dias, com eficácia igual ou superior ao medicamento tradicional.
Durante a conferência científica, foram apresentados dados de duas pesquisas, envolvendo 1.510 pessoas com diabetes, que estavam tendo dificuldades para controlar adequadamente os seus níveis de glicose com medicamentos orais. Os resultados também foram publicados no The New England Journal of Medicine.
Parte dos voluntários recebeu a insulina semanal, aplicada com canetas semelhantes às mais modernas disponíveis no mercado.
A outra parte recebeu injeções diárias. A Icodeca mostrou resultados superiores, controlando mais rapidamente e mantendo os níveis de glicose dos participantes mais estáveis ao longo do tempo.
Os pacientes que usaram a insulina semanal tiveram níveis ideais de glicose durante 71,9% do tempo. Enquanto isso, a versão diária de injeções demonstrou o controle de açúcar no sangue em 66,9% do tempo.
“Os principais sintomas da hiperglicemia são excesso de urina e de sede. No entanto, sintomas como dores, dormência, formigamento das pernas, visão turva e embaçada e prurido nas regiões genitais também podem aparecer”, explica o Dr. Rubens Tofolo, que lembra, também, que para os portadores da diabetes tipo 1, a hiperglicemia pode levar ao coma e à cetoacidose diabética.
Para os portadores da diabetes tipo 2, os sintomas são quase imperceptíveis e a demora no diagnóstico ocasiona complicações sérias nos rins, no coração e nos olhos.
“Pacientes que ficam em hipoglicemia, ou seja, em níveis abaixo do normal de glicose no sangue, podem sofrer sérios problemas de saúde, como desmaios e crises convulsivas”.
A insulina semanal ainda não está à venda, mas os ensaios clínicos foram encaminhados para a avaliação das agências reguladoras, inclusive a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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