Isolamento, auxílio, retomada, nova onda: como a Covid-19 mexeu com a economia

Quando 2020 começou, depois um ano de crescimento além do que era esperado, as apostas eram de que a economia brasileira deslancharia com a continuidade. Mas, após a chegada da covid no Brasil, não foi o que aconteceu.

Após 12 trimestres de discreta expansão econômica, o país entrou novamente em recessão já no primeiro trimestre deste ano, conforme a medição do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), ligado à Fundação Getulio Vargas (FGV).

Economistas do Dieese/PA estimam que os efeitos negativos da economia só comecem a retroceder em média daqui há dez anos. Isso se até o final deste ano mais de 80% da população estiver vacinada. A pesquisa mostrou ainda que o número de pessoas que perderam o emprego e passaram para o trabalho informal foi de 60%.

O recesso na economia começou quando as medidas de isolamento social e decretos começaram a valer, que limitaram a realização de algumas atividades, do comércio à educação, como forma de conter o avanço da doença e evitar o colapso nos sistemas público e privado de saúde.

O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que estados e municípios tinham autonomia para determinar o que poderia abrir ou fechar, e a maioria dos locais adotou um sistema de bandeiras para indicar o nível de risco da pandemia e as medidas que seriam necessárias. Por isso, os impactos variam entre os estados e os setores, o de serviços sofreu mais.

Para aliviar o pior da crise, o governo federal adotou uma série de ações de mitigação. A mais impactante foi o auxílio emergencial, benefício de R$ 600 mensais – depois reduzido a R$ 300 – voltado a trabalhadores informais e população vulnerável. Mas também houve linhas de crédito específicas para empresários, como o Pronampe e via maquininhas, além do socorro a estados e municípios, que mais do que compensou as perdas com a pandemia.

Passado o profundo mergulho do PIB do segundo trimestre, que teve queda recorde, a retomada no terceiro trimestre não foi tão boa quanto a esperada. A economia avançou 7,7%, insuficiente para compensar as perdas do ano. No último trimestre, o recrudescimento da pandemia e a possibilidade de adoção de medidas mais rígidas de distanciamento acenderam novamente o alerta sobre a economia.

Talytha Araujo

Recent Posts

Programa Sinapse fortalece a inclusão escolar

Estimular o aprendizado e garantir educação a todos são alguns dos objetivos do Programa Sinapse.…

2 semanas ago

Cantor Rick, da dupla com Renner, morre após queda de helicóptero em SC

Os destroços do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, foram…

2 semanas ago

FHCGV publica edital com 215 vagas para níveis médio, técnico e superior

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) publicou o edital de um novo concurso…

2 semanas ago

Jovem é vítima de feminicidio após tentativa de estupro em Londrina

Uma jovem de 21 anos foi vítima de feminicídio no estacionamento da academia em que…

3 semanas ago

Hana Ghassan lidera corrida ao Governo do Pará com 37%, aponta pesquisa

Hana Ghassan lidera a disputa pelo Governo do Pará com 37% das intenções de voto…

4 semanas ago

Adolescente desenvolve abscesso na axila após usar prestobarba por mais de três dias

Uma adolescente de 16 anos, desenvolveu um abscesso na axila, após usar prestobarba por mais…

1 mês ago

This website uses cookies.