Saúde Juvenil

OMS faz alerta sobre gravidez precoce e casamento infantil

A gravidez na adolescência reflete “desigualdades fundamentais” persistentes na sociedade, com sérias repercussões físicas e psicológicas para meninas e mulheres jovens, insiste a agência de saúde da ONU. Foto de Frank Dejongh para UNICEF

A gravidez na adolescência não é apenas uma questão de saúde, mas um reflexo de desigualdades profundas que afetam milhões de meninas em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos, com mais de 21 milhões de casos anuais em países de baixa e média renda.

CASAMENTO INFANTIL E FALTA DE EDUCAÇÃO: AS RAÍZES DO PROBLEMA

Nove em cada dez partos de adolescentes ocorrem entre meninas que se casaram antes dos 18 anos.

O casamento infantil não só rouba a infância dessas jovens, mas também as coloca em risco de complicações graves na gravidez e no parto.

A educação surge como uma das principais soluções: se todas as meninas concluíssem o ensino médio, os casamentos precoces poderiam cair em até 66%.

OS RISCOS PARA A SAÚDE E O FUTURO DAS MENINAS

Gravidezes precoces trazem sérios riscos, como partos prematuros, infecções e até mortes evitáveis.

Além disso, muitas jovens são forçadas a abandonar a escola, limitando suas oportunidades de emprego e perpetuando ciclos de pobreza.

A OMS destaca que metade dessas gestações não são planejadas, muitas vezes resultando de falta de acesso a informações e métodos contraceptivos.

COMO MUDAR ESSA REALIDADE?

A OMS recomenda ações urgentes, como:

  • Leis mais rígidas para proibir o casamento antes dos 18 anos;
  • Incentivos à educação, como bolsas de estudo para meninas em risco;
  • Acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo contraceptivos e aborto seguro;
  • Educação sexual abrangente para meninos e meninas, ensinando sobre consentimento e direitos.

PROGRESSO GLOBAL, MAS DESAFIOS PERSISTEM

Houve avanços: em 2021, 1 em cada 25 meninas teve filhos antes dos 20 anos, contra 1 em cada 15 há duas décadas.

No entanto, em alguns países, quase 10% das adolescentes ainda se tornam mães a cada ano.

A luta contra a gravidez precoce exige compromisso global para garantir que todas as jovens tenham direito a educação, saúde e um futuro digno.

Fontes: OMS e ONU

Romeu Lima

Recent Posts

Veja o que funciona no Pará durante o Carnaval e Quarta-feira de Cinzas

O funcionamento de serviços em Belém deve passar por mudanças devido ao ponto facultativo de…

15 horas ago

CARNABELÉM 2026, PREFEITURA DIVULGA PROGRAMAÇÃO QUE PROMETE AGITAR A CIDADE

A Prefeitura de Belém lançou o Carnabelém 2026, apontado como o maior carnaval já realizado…

3 dias ago

Concurso do Hospital Gaspar Vianna: comissão formada e edital previsto para 2026

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV)confirmou a contratação da banca Consuplan, que assunirá…

5 dias ago

Paraense conquista 2° lugar no Miss Brasil Mundo 2026

A miss paraense Maria Cecília Nóbrega alcançou o 2° lugar no concurso Miss Brasil Mundo…

2 semanas ago

Anvisa define regras para cultivo de cannabis medicinal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que autoriza, com regras restritas,…

2 semanas ago

Belém amplia vacinação contra a gripe em shoppings da capital

A Prefeitura de Belém, por meio da Sesma, intensificou a vacinação contra a gripe até…

2 semanas ago

This website uses cookies.