Saúde e Justiça

Preso farmacêutico por venda de remédios falsos e proibidos

Um farmacêutico que vendia remédios falsos, vencidos e de uso exclusivo de hospitais foi preso na terça-feira (5), no bairro Xaxim, em Curitiba. O nome dele não foi divulgado.

AMEAÇAS E VENDA DE ANESTÉSICOS PROIBIDOS

Segundo a Polícia Civil do Paraná, o caso chegou às autoridades após uma mulher procurar a Delegacia de Repressão à Crimes Contra a Saúde. Ela relatou que era viciada em fentanil – opioide utilizado como medicação para a dor – e comprou diversas ampolas do medicamento com o homem. Com isso, a mulher criou uma dívida com o farmacêutico e ele passou a ameaçá-la.

AMEAÇAS E EXTORSÃO

Conforme a delegada Aline Manzatto, responsável pelo caso, o homem chegou a vender cada dose de fentanil por até R$ 10 mil. “Ele passou a ameaçá-la dizendo que era policial, que andava armado, que tinha matado muita gente e que acidentes aconteciam. Além disso, como juros, ele dizia para ela que ela podia mandar nudes para ele ou fazer favores sexuais”, afirmou.

FALSIFICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO ILEGAL

Ele deverá responder por tráfico de drogas e falsificação de medicamentos. Caso condenado, a soma das penas por estes crimes pode passar dos 30 anos de prisão.

MEDICAÇÕES PROIBIDAS E FALSIFICADAS

Na terça, a polícia cumpriu um mandado de prisão e de busca e apreensão na farmácia na qual ele era dono, na sobreloja do estabelecimento, na casa dele e em uma chácara em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

APREENSÃO DE MEDICAMENTOS

Na chácara a corporação encontrou ampolas de morfina e outras medicações injetáveis de uso restrito a hospitais e de venda proibida ao comércio. Na sobreloja da farmácia havia quatro salas com medicações vencidas, chegando a centenas delas, entre as quais remédios controlados e antibióticos. Os agentes localizaram também testes vencidos de HIV, Covid-19 e dengue.

FALSIFICAÇÃO DE DATA DE VALIDADE

Segundo a polícia, o homem falsificava a data de validade dos medicamentos. Para isso, ele cortava a data de validade original e colocava um selo da farmácia por cima. Em outro lugar da caixa do medicamento o homem colocava uma data falsa.

INVESTIGAÇÕES EM ANDAMENTO

A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Piraquara. Por conta da quantidade de medicamentos, a equipe pediu alguns dias para finalizar a contabilização. A delegada Manzatto afirmou ainda que as investigações continuam a fim de identificar o envolvimento de uma possível quadrilha, especialmente no desvio das medicações de uso exclusivo em hospitais.

ALERTA ÀS VÍTIMAS

Manzatto orienta que outras vítimas devem procurar a Delegacia de Repressão à Crimes Contra a Saúde, que fica na Rua Desembargador Ermelino de Leão, 513, no bairro São Francisco, em Curitiba.

Fonte: G1

Romeu Lima

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