Seu pet se coça muito? Saiba como identificar a alergia em animais

Sentir coceiras constantes e de forma intensa podem ser um sinal de alerta para quem tem animais de estimação. Fatores alimentares e até climáticos podem gerar alergias e que exigem investigação profissional. Especialistas explicam que a alergia pode ser definida como uma reação exacerbada do organismo a uma substância chamada de alérgeno, no qual cada animal reage de uma maneira diferente.

A médica veterinária Thinalli Holanda recomenda atenção redobrada dos tutores. “A partir do momento em que o tutor percebe que uma coceira é rotineira e excessiva, chegando ao ponto de interferir diretamente na execução de hábitos do animal como comer, brincar, dormir tranquilo, é importante ficar atento a essa resposta exagerada do animal. Não é comum o animal passar a maior parte do tempo cocando, lambendo e esfregando o corpo”, afirmou.

As dermatites alérgicas estão presentes tanto em cães como em gatos, segundo a especialista. “Porém, os felinos são menos acometidos porque possuem um restrito número de padrões de respostas cutâneas às diversas patologias”, explicou.

A coceira pode caracterizar reações à picada de pulgas e carrapatos, além de fatores climáticos e ambientais, de acordo com Thinalli. Além disso, existem as dermatites atópicas, que são os animais geneticamente predispostos e também a alergia alimentar por proteínas, conservantes, substâncias químicas. “O diagnóstico baseia-se primeiramente em uma boa anamnese, onde se tentará excluir as demais dermatopatias pruriginosas, ou seja, um conjunto de doenças de pele, que possam ser confundidas com alergias. Também é necessário realizar exames como hemograma, tricograma, raspado cutâneo, cultura fúngica, testes intradérmicos e sorológicos. E quando se desconfiar de alergia alimentar, instituir dieta de eliminação”, explicou a veterinária.

O controle depende do tipo da alergia. “No caso da atópica é de difícil controle por ser crônica. Contudo, orienta-se a sempre montes o ambiente em que o animal fica, limpo e evitar que haja exposição a sustâncias tóxicas e alimentos sem procedência. Também é preciso ter o controle efetivo de ectoparasitas (pulgas e carrapatos), utilização de produtos apropriados no banho objetivando tanto a higienização como também a manutenção da integridade da pele”, concluiu.

Alessandra Fonseca

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