Ministra da Saúde e Ministros do STF durante homologação Foto: Walterson Rosa/MS
O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo interfederativo que estabelece novas regras para a concessão de medicamentos não incluídos na lista de dispensação do Sistema Único de Saúde (SUS) por via judicial.
A decisão foi celebrada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante cerimônia realizada nesta quinta-feira (17).
Conforme o novo entendimento, só será possível obter medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não incorporados ao SUS, em casos excepcionais e mediante comprovação de seis requisitos cumulativos.
A decisão do STF exige que a concessão judicial de medicamentos não inclusos no SUS seja pautada por critérios rigorosos.
Para que o remédio seja concedido, é necessário provar que ele foi negado pelo órgão público responsável e que a não-inclusão do medicamento nas listas do SUS tenha sido ilegal.
Além disso, o solicitante deve demonstrar que não há outro medicamento equivalente disponível no SUS e que a eficácia e segurança do remédio solicitado foram comprovadas cientificamente.
Outros fatores, como a impossibilidade financeira de adquirir o medicamento, também são levados em consideração.
Durante a cerimônia, a ministra Nísia Trindade destacou a importância de fortalecer o SUS de maneira sustentável, especialmente em tempos de emergências sanitárias frequentes.
Segundo ela, a nova regulamentação equilibra o direito à saúde com a necessidade de garantir a sustentabilidade do sistema, evitando o uso desproporcional de recursos em ações judiciais que, em muitos casos, não são comprovadamente benéficos.
A judicialização da saúde tem sido um desafio crescente para o Sistema Único de Saúde.
Por meio de ações judiciais, pacientes têm conquistado o direito ao fornecimento de medicamentos não inclusos no SUS, o que acaba deslocando recursos significativos destinados a políticas públicas mais abrangentes.
Com o novo acordo, o governo espera que o processo de incorporação de novos medicamentos ao SUS, realizado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), seja mais eficiente e inclusivo, garantindo tratamentos eficazes e acessíveis a todos.
Outra iniciativa relevante é a criação de uma plataforma pública para consultas sobre demandas judiciais e administrativas relacionadas a medicamentos.
Utilizando dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), a plataforma permitirá que pacientes monitorem o andamento de seus processos e decisões judiciais, promovendo mais transparência e acessibilidade.
Fonte: Ministério da Saúde
A investigação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a divulgação de apostas esportivas durante…
O guru alemão Joachim Klement, que apostou na vitória do Japão sobre a seleção brasileira,…
Segundo informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego…
Lançada como música oficial da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, "Waka…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,1% das intenções de voto em…
Marcar um gol pela seleção já é um feito especial. Fazer isso contra o Brasil…
This website uses cookies.