Linha de Frente

Surgem novas opções promissoras no tratamento do câncer de pulmão

As pessoas que vem enfrentando o câncer de pulmão, tem dois motivos para comemorar, após o anúncio de duas novas terapias em desenvolvimento que ajudam a reduzir o risco de morte em pacientes com esse tipo de câncer. As novidades foram apresentadas na Reunião Anual da Sociedade de Clínica Oncológica Americana (ASCO) que está acontecendo desde sexta-feira, 02.

A primeira anunciada foi uma imunoterapia que está em desenvolvimento pela empresa alemã, BioNTech. Denominada de Gotistobarte, o medicamento mostrou ser capaz de reduzir ou controlar em 70%, o câncer de pulmão metastático, considerado a forma mais agressiva da doença.

Foram apresentados resultados das fases 1 e 2, onde 27 pacientes que participaram do teste e que tem câncer de pulmão metastático, de células não pequenas, e que não responderam ao tratamento padrão com inibidores de checkpoint, como por exemplo, o Keytruda, mostraram que 29,6% deles apresentaram uma melhora da doença, enquanto 70,4% apresentaram melhora ou estabilidade.

O objetivo da empresa agora é acelerar o desenvolvimento para a fase final de testes previsto para o terceiro trimestre desse ano, antes da aprovação pelas agências reguladoras de saúde, para ser usado como tratamento único ou combinado em vários tipos de câncer.

A segunda novidade anunciada é uma droga chamada Osimertinib, apresentada por cientistas da Universidade de Yale. O medicamento, focado em um tipo específico de câncer pulmonar que tem mutações no gene EGFR, mostrou uma eficácia em reduzir pela metade o risco de morte dos pacientes após passarem por cirurgia para a retirada do tumor. Onde 88% dos voluntários que receberam a droga tiveram sobrevida, contra 78@ que receberam o placebo.

Participaram 682 pacientes em 26 países do teste clínico, sendo que esse resultado foi o segundo apresentado pela eficácia do medicamento. Sendo que o primeiro foi a demonstração de que o Osimertinib ajudava a frear a remissão de tumores da classe dos carcinomas de pulmão de células não pequenas. Os pesquisadores de Yale continuam analisando o teste para divulgar em alguns meses sobre a eficácia da droga de bloquear a ação de tumores residuais.

Romeu Lima

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