Famosos

Um mal que afligiu Pelé, Edson Arantes e agora Preta Gil

O mundo perdeu Pelé, o atleta do século, para o câncer de cólon. A mesma doença também causou a morte de outro ídolo do futebol, Roberto Dinamite. Além deles, a artista Preta Gil anunciou que foi diagnosticada com Câncer de intestino (colorretal) e vai iniciar o tratamento. Médicos alertam que esse tipo de câncer, o terceiro mais comum entre homens e mulheres, pode ser prevenido.

Um exame de rotina apontou que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, estava com câncer colorretal – terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil e que abrange os tumores que atingem o intestino grosso, chamado cólon, e o reto (final do intestino). O tumor descoberto em Pelé estava localizado no cólon, e o diagnóstico ocorreu em setembro de 2021. Na época, ele foi submetido a uma cirurgia para retirar a lesão.

O Rei Pelé morreu no dia 29 de dezembro, aos 82 anos, por complicações do câncer, que já afetava outros órgãos como rins e pulmão.

Roberto Dinamite, maior ídolo da história do Vasco da Gama, também foi diagnosticado com a doença no fim de 2021. O tumor foi descoberto durante uma cirurgia para desobstrução intestinal. Ele morreu no domingo (08/01), aos 68 anos, no Rio de Janeiro.

Agora, a artista Preta Gil anunciou pelas redes sociais que também está com câncer colorretal (de intestino). Aos 48 anos, Preta Gil revelou que foi diagnosticada com um adenocarcinoma na porção final do intestino (câncer no intestino) após passar seis dias internada para investigar um desconforto no intestino e teve a confirmação da doença.

Incidência – Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que este é o terceiro tipo de tumor mais frequente em mulheres e homens no Brasil. Segundo as estimativas INCA, são 45.630 mil novos casos de câncer de intestino (cólon e reto) previstos para 2023, corresponde por cerca de 10% de todos os casos da doença no país. Na região Norte do País, o Pará é o estado que apresenta maior incidência, com 640 novos casos previstos para o próximo ano. Em 2022, foram registrados 41 mil novos casos de câncer colorretal no Brasil.

Em todo o mundo, a incidência da doença vem crescendo entre os adultos jovens, mas a incidência é mais comum entre homens e mulheres com mais de 45 anos ou em pessoas que tenham casos na família. A despeito de ser um dos tipos de câncer considerados preveníveis, 85% dos casos de câncer colorretal são diagnosticados em fase avançada, quando a chance de cura é menor.

Entre os sintomas mais comuns da doença está a alteração do hábito intestinal. Por exemplo: cólica, sangramento durante a defecação, diarreia frequente ou constipação, perda de peso sem explicação e anemia. Entretanto, o paciente também pode não apresentar sintoma nenhum, por isso o check-up é essencial e as chances de cura estão intimamente ligadas ao estágio da doença. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior será a chance de cura.

Fatores de risco – A incidência de câncer de intestino está ligada ao estilo de vida, especialmente aos hábitos alimentares. Ter mais de 50 anos, ser obeso, se alimentar mal e ser sedentário são características comuns de quem está no grupo de risco para desenvolver esse tipo de câncer. Entre os hábitos que podem influenciar no surgimento da doença estão dieta rica em carne vermelha e alimentos processados, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Histórico de diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e doença de Crohn) são fatores que podem aumentar o risco de aparecimento do câncer de cólon e reto também.

Prevenção – Apesar da alta incidência, o câncer de intestino pode ser evitado. Isso porque a doença tem início a partir de pólipos – uma lesão pequena e não maligna nas paredes do intestino (após os 50 anos de idade, a chance de ter pólipos gira entre 18 e 36%).

Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. Eles podem ser detectados precocemente através de exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, colonoscopia e exames de imagem complementares, capazes de identificar as lesões com potencial de malignidade e removê-las, evitando um futuro câncer.

Para diminuir as chances de ter câncer de intestino é recomendado adotar uma alimentação rica em frutas e hortaliças; evitar o consumo de alimentos processados e de bebidas alcoólicas, refrigerantes e outras bebidas açucaradas.

O desenvolvimento de câncer por fatores de hereditariedade representa entre 5% e 10% dos casos. A recomendação atual da SBCP (Sociedade Brasileira de Coloproctologia) é de que pessoas sem histórico de câncer de intestino na família procurem o coloproctologista a partir dos 50 anos. Se houver casos na família, esse acompanhamento deve ter início 10 anos antes da idade que tinha aquele familiar quando foi diagnosticado.

texto da assessoria de imprensa do Centro de Tratamento Oncológico

Milena Alves

Recent Posts

Programa Sinapse fortalece a inclusão escolar

Estimular o aprendizado e garantir educação a todos são alguns dos objetivos do Programa Sinapse.…

2 semanas ago

Cantor Rick, da dupla com Renner, morre após queda de helicóptero em SC

Os destroços do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, foram…

2 semanas ago

FHCGV publica edital com 215 vagas para níveis médio, técnico e superior

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) publicou o edital de um novo concurso…

3 semanas ago

Jovem é vítima de feminicidio após tentativa de estupro em Londrina

Uma jovem de 21 anos foi vítima de feminicídio no estacionamento da academia em que…

3 semanas ago

Hana Ghassan lidera corrida ao Governo do Pará com 37%, aponta pesquisa

Hana Ghassan lidera a disputa pelo Governo do Pará com 37% das intenções de voto…

4 semanas ago

Adolescente desenvolve abscesso na axila após usar prestobarba por mais de três dias

Uma adolescente de 16 anos, desenvolveu um abscesso na axila, após usar prestobarba por mais…

1 mês ago

This website uses cookies.