infecção bacteriana, ampliação do microscópio Por claudioventrella
Harvard e Hoffmann-La Roche unem forças para combater resistência bacteriana
Cientistas da Universidade de Harvard e da empresa suíça Hoffmann-La Roche alcançaram um avanço significativo no combate a uma bactéria perigosa e resistente aos antibióticos. A Acinetobacter baumanii, conhecida como Crab, representa uma ameaça global à saúde, sendo classificada como um patógeno prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo, publicado na revista Nature, teve como objetivo criar um antibiótico capaz de penetrar nas duas membranas de proteção da bactéria Crab. Após examinar 45 mil moléculas, os pesquisadores desenvolveram a zosurabalpina, que atua inibindo a capacidade da bactéria de enviar moléculas chamadas lipopolissacarídeos para a membrana externa, tornando-a menos resistente.
Kenneth Bradley, chefe global de descoberta de doenças infecciosas da Roche Pharma, explicou que o antibiótico funciona bloqueando a formação da membrana externa da bactéria.
Os testes revelaram que a zosurabalpina foi eficaz contra mais de 100 amostras clínicas de Crab. Em ratos, o antibiótico reduziu os níveis da bactéria em casos de pneumonia e preveniu mortes por sepse causada pelo patógeno.
A resistência a antibióticos é uma preocupação global, e a descoberta da zosurabalpina traz esperança para médicos, autoridades de saúde e pacientes. A bactéria Crab é conhecida por afetar pacientes hospitalizados, podendo causar infecções graves nos pulmões, trato urinário e sangue, com risco de levar à morte.
Além da zosurabalpina, outra classe de antibióticos inovadores foi descoberta, os chamados peptídeos macrocíclicos (MPCs). Estas moléculas, de tamanho maior que a maioria dos antibióticos conhecidos, mostraram atividade promissora contra cepas multirresistentes a drogas.
A zosurabalpina atua bloqueando a via de transporte dos lipopolissacarídeos, essenciais para a formação da membrana externa da bactéria. Ao se ligar a um complexo de proteínas, a substância impede a movimentação dessas moléculas, levando à morte celular.
Apesar do sucesso em testes pré-clínicos, a zosurabalpina continua na fase 1 de ensaios clínicos para avaliação de segurança em humanos. A descoberta representa um marco no desenvolvimento de antibióticos capazes de combater microrganismos resistentes, abrindo caminho para novas esperanças na luta contra a resistência antimicrobiana.
Fonte: Estadão e Folha de São Paulo
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