Dia do Hospital: data celebra a fundação do 1º hospital do Brasil e homenageia os profissionais da saúde

Em tempos de pandemia, o dia 2 de julho é uma data importante para refletirmos sobre a relevância que os hospitais têm na sociedade. É também uma oportunidade de homenagear os profissionais que estão no dia-a-dia dessas estruturas atendendo a população, seja na linha de frente, como médicos e enfermeiros e áreas afins, seja nos setores administrativas e de manutenção.

A data coincide com a fundação do primeiro hospital publico do país, a Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1543, onde permanece até hoje.  Os enfermos eram assistidos pelos jesuítas e somente no dia 02 de julho de 1945, o atual prédio, um dos maiores do país, foi oficialmente inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas.

Na região norte, a Santa Casa de Misericórdia do Pará é destaque nacional e referência no atendimento materno-infantil de alta e média complexidade, com porta aberta para a Obstetrícia. Fundada há 371 anos, a FSCMP realiza cerca de mil partos por mês e conta com uma ampla estrutura de leitos em atividades.

Além disso, a Santa Casa foi o hospital indicado no Pará para a realização de transplantes de fígado. A unidade de saúde se prepara para o desafio e está recebendo investimentos e capacitando profissionais de várias áreas, por meio de uma parceria entra a Fundação, o Ministério da Saúde e o Hospital Albert Einstein. A expectativa é começar as cirurgias ainda este ano.

Segundo o presidente da Fundação Santa Casa, Bruno Carmona, no primeiro semestre de 2021 foram direcionados investimentos à Fundação Santa Casa na ordem de 9,2 milhões, destinados à obras e reformas, equipamentos médicos hospitalares e implantação de novos serviços. “Parte do recurso já foi empenhado e o restante está em fase de licitação que deve ser concluído a maioria até o final de julho”, detalha.   

Bruno Carmona diz que o principal desafio da Santa Casa é manter a unidade entre as estruturas de saúde, garantindo a excelência à população que procura o serviço. “O grande desafio é manter essa unidade funcionando adequadamente, sem superlotação. Para que isso ocorra é necessário um giro de leitos adequado e um fluxo de atendimento às gestantes, não só na Santa Casa, como também nas demais estruturas da rede de saúde do estado e município, bem como no hospital de clinicas Gaspar Viana. Dessa forma, cada unidade foca em seu perfil de atendimento, possibilitando o fluxo, sem superlotação”, explica o gestor.

A Santa Casa do Pará encerrou 2020 com uma produtividade significativa em vários setores, como é o caso da Neonatologia, Banco de Leite Humano, Ambulatório e a área de Diagnóstico por Imagens. Na unidade foram realizados 33.807 atendimentos na Urgência e Emergência obstétrica, uma média de 2,8 mil atendimentos/mês.

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