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Inauguração do centro de formação profissional para autismo

Foi inaugurado o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea) em Belém nesta terça-feira, 3, um marco significativo na política de atendimento à pessoa autista no Estado do Pará. Localizado na travessa Presidente Pernambuco, entre as avenidas Gentil Bittencourt e Conselheiro Furtado, no bairro Batista Campos, o novo centro promete revolucionar o cuidado e a formação profissional especializada na área.

Com investimento de cerca de R$ 3,3 milhões do Governo do Pará, o edifício, que possui dois pavimentos, foi projetado para atender mais de 300 usuários com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com idades entre 2 e 59 anos. Além de oferecer assistência baseada em critérios científicos, o Cetea também se destaca como um laboratório de formação profissional de alta qualidade.

Durante a cerimônia de inauguração, o governador do Estado, Helder Barbalho, enfatizou a singularidade das políticas públicas implementadas no Pará em relação às pessoas com autismo, algo raro em outros estados do país. Ele ressaltou o compromisso do governo em apoiar as famílias que enfrentam o desafio do TEA e a busca contínua pela excelência no atendimento a essas pessoas.

O secretário de Estado de Saúde, Rômulo Rodovalho, destacou o impacto positivo que o Cetea terá na oferta de vagas para atendimento, na expansão dos serviços e na assistência aos jovens e adultos com autismo. Ele enfatizou que esta é uma decisão política baseada nas melhores evidências científicas disponíveis para o TEA, marcando um momento histórico para o estado.

Durante a cerimônia, a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho, enfatizou o papel do Cetea na formação de gestores, profissionais e alunos envolvidos com o tema do autismo. O centro oferecerá cursos permanentes de capacitação em parceria com a Escola Técnica do Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando profissionais de todos os 144 municípios paraenses. Isso permitirá que esses profissionais levem práticas comprovadas de autonomia, independência e qualidade de vida para pessoas com autismo em suas comunidades.

O Cetea possui um pavimento dedicado ao ensino, pesquisa e ações práticas relacionadas ao autismo em diversos contextos. O edifício também abriga laboratórios de formação, um auditório, biblioteca, salas de aula, recursos multimídia e quartos com sistema de escuta para os espaços de atendimento. Além disso, promove o empreendedorismo inclusivo, uma iniciativa que já está sendo realizada de forma itinerante em todo o Pará pela equipe da Cepa.

No pavimento destinado ao atendimento de pessoas com autismo, o Cetea oferece salas de integração sensorial, salas de terapia, laboratório de corpo e movimento, box de intervenção individual, salas de habilidades sociais e vocacionais, bem como salas de atividades de vida diária (AVD) e atividades instrumentais da vida diária (AIVD).

Uma visita às instalações do Cetea emocionou a Procuradora Municipal e Especialista em Direito Público, Bárbara Cozzi, que foi diagnosticada com TEA em 2020 durante um tratamento contra a Covid-19. Ela elogiou as instalações e expressou sua felicidade pelo impacto positivo que o centro terá na vida das famílias e dos profissionais que serão treinados para atender pessoas com autismo. Ela enfatizou que o Cetea é um exemplo concreto de como o Sistema Único de Saúde (SUS) pode funcionar em prol dos direitos das pessoas e da ciência.

A construção do Cetea é parte de uma série de iniciativas do Governo do Pará, viabilizadas pela Lei n.º 9.061/2020, que trata da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Peptea).

Além do Cetea, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) mantém três Núcleos de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) em Belém, Capanema e Tucurui, e está construindo outros quatro em Marabá, Altamira, Breves e Santarém. Esses núcleos oferecem atendimentos multiprofissionais com base em protocolos cientificamente comprovados, envolvendo fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas, arte-terapeutas e pedagogos que trabalham com base em análises comportamentais.

Fonte: Agência Pará

Romeu Lima

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