Alimentação

No São João, consumo exagerado de doces pode ser prejudicial às crianças

O controle familiar e o acompanhamento nutricional são fundamentais para evitar predisposição a doenças

As festas juninas são conhecidas pelas quadrilhas e culinária diversificada. Os doces e bolos são os preferidos das crianças, mas o consumo em excesso pode desencadear problemas dentários e ser prejudicial à saúde. O controle familiar e o acompanhamento nutricional são fundamentais para evitar predisposição a doenças.

O açúcar está presente em muitas comidas, principalmente no São João. É comum os pequenos consumirem bolos, pudim, doces e refrigerantes, porém o exagero aumenta as chances de cárie nos dentes, obesidade, excesso de glicose no sangue e diabetes. Segundo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes mais comum em crianças é o tipo 1, quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina. 

Tifhany Mendes, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade da Amazônia (Unama), afirma que o correto é os pais limitarem a quantidade de açúcar durante a infância. “Infelizmente, vemos muitas crianças se alimentando com comidas e bebidas ricas em açúcar e pouco ou nenhum nutriente. Esse consumo desenfreado pode elevar a glicose no sangue e causar agitação, além de um ganho de peso que não é saudável”, diz a profissional.

A nutricionista também dá dicas sobre como os responsáveis devem agir em épocas de festas juninas, e sugere que levem os filhos já alimentados e priorize opções de lanches sem açúcar e ultraprocessados. “Uma alternativa são bolos e paçocas sem açúcar e sucos naturais. E também, crianças com menos de 2 anos não devem ter nenhuma refeição com açúcar”.

A obesidade e diabetes são comorbidades que têm crescido entre o público infantil, consequência dos hábitos alimentares. O sedentarismo e a banalização de sintomas podem adoecer as crianças. “Uma das atitudes mais prejudiciais é quando os adultos dão comidas como recompensa. É preciso educá-las a ter uma alimentação balanceada e levá-las periodicamente a um nutricionista. Só um profissional pode avaliar fatores de risco e prescrever uma dieta adequada para cada indivíduo”, conclui.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para a obesidade infantil, incluindo acompanhamento nutricional, plano alimentar e estímulo à prática de atividades físicas. O SUS também possui a Estratégia de Prevenção e Atenção à obesidade Infantil (PROTEJA) e as Linhas de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade, que tem como objetivo promover a saúde e o bem-estar das crianças. 

Toda criança que tem o diagnóstico de obesidade, realizado por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), deve ser encaminhada para profissionais adequados como pediatras, nutricionistas e endocrinologistas tanto na rede pública, quanto pelos hospitais privados.

 Fonte: Com informações da Ascom Unama

Gabrielle Nogueira

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